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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Assista à Sessão Solene na Câmara dos Deputados em Homenagem aos Síndicos pelo seu dia
Emerson F. Tormann21:59

PLENÁRIO - Sessão Não Deliberativa Solene
COMEMORAÇÃO AO DIA DO SÍNDICO



Estive hoje na Câmara dos Deputados representando todos os síndicos do Brasil em Sessão Solene que homenageou os gestores de condomínio pelo seu dia.

Como Presidente da Assosindicos DF tenho o dever de alertar a sociedade sobre o reconhecimento que os Síndicos merecem por tão árdua empreitada diante do desafio de conduzir o condomínio.

Além da necessidade da regulamentação da profissão de síndico visto que o representante do condomínio ainda não tem os mesmos direitos de um trabalhador com carteira assinada. Ou seja, não recebe 13º salário e não desfruta de férias.

Parabenizo o Deputado Izalci Lucas pela feliz iniciativa de promover a Sessão Solene como um marco histórico já que é a primeira vez que se comemora o Dia do Síndico na casa do povo, a Câmara dos Deputados.




Programa da Celesc vai custear 60% da instalação de sistema de energia solar fotovoltaica em residências catarinenses
Emerson F. Tormann11:52

Programa da Celesc vai custear 60% da instalação de sistema de energia solar em residências catarinenses Cristiano Estrela/Agencia RBS
Instalação do sistema fotovoltaico pode chegar a R$ 20 mil, mas o investimento é recuperado em torno de cinco anos - Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS

A Celesc vai oferecer subsídio de 60% na compra de painéis fotovoltaicos para 1 mil residências em Santa Catarina. O projeto Bônus Fotovoltaico vai estimular a instalação do sistema doméstico de captação da energia solar fotovoltaica, que pode ser compartilhado com a rede pública e gerar créditos na fatura do consumidor (veja abaixo como funcionará a inscrição).

A assinatura do contrato para o início do projeto será nesta segunda-feira entre a Celesc Distribuição e a empresa Engie Geração de Energia Fotovoltaica, vencedora da licitação. Com um custo de R$ 11,9 milhões, o projeto tem uma contrapartida dos clientes de R$ 6,7 milhões, e cada consumidor pagará, pelo sistema instalado, R$ 6,68 mil.

O valor equivale a 40% do valor do material dos sistemas fotovoltaicos. Os outros 60%, assim como todo o serviço, serão pagos pelo Programa de Eficiência Energética da Celesc.

Por meio do sistema fotovoltaico oferecido pelo projeto, o consumidor vai gerar energia para o próprio consumo e o que for excedente será injetado no sistema elétrico da Celesc e transformado em crédito, que pode ser usado em até cinco anos para pagar a energia consumida na residência ou outra unidade consumidora de mesma titularidade, desde que conectada ao sistema da Celesc.

Em condições ideais, os sistemas oferecidos pelo projeto deverão gerar aproximadamente 280 kWh/mês. Segundo o coordenador do programa de eficiência energética da Celesc, Marco Aurelio Gianesini, o sistema tem durabilidade de 25 anos e o consumidor terá retorno do investimento em torno de quatro anos após a instalação.

Além dos benefícios ao consumidor, o projeto Bônus Fotovoltaico promove a geração distribuída, o baixo impacto ambiental e a redução no carregamento das redes, além da minimização das perdas de energia e da contribuição para a diversificação da matriz energética brasileira.


Foto: Cristiane Maccari / Arte DC

Atualmente, em Santa Catarina, a potência instalada em geração distribuída é de 5.842 kW. O Estado tem o maior índice per capita de uso de energia solar nessa modalidade no Brasil. O projeto da Celesc será responsável pela instalação de outros 2.600 kW, cerca de metade do que é gerado hoje, colocando o Estado na vanguarda desse tipo de geração.

Apesar disso, Santa Catarina é um dos cinco Estados que não vão oferecer desconto no ICMS para incentivar os moradores a adotar os sistemas alternativos de energia.

Fonte: DC
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BNDES cria fundo para projetos de infraestrutura na área de energia sustentável
Emerson F. Tormann11:47



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou neste 1º de dezembro a criação do Fundo de Energia Sustentável, um fundo de mercado voltado para investimentos em debêntures de projetos verdes, ou de baixo carbono, na área de infraestrutura. O edital para escolha do gestor privado que vai estruturar o novo fundo será publicado hoje (2).

Caberá ao gestor fazer investimento em debêntures de projetos com características específicas no setor de energia. “Têm que ser debêntures em infraestrutura e têm que ter uma conotação de sustentabilidade. Por isso, ele é um fundo de energia sustentável”, disse o chefe do Departamento de Fomento ao Mercado de Capitais do BNDES, André Salcedo. O processo de seleção do gestor deve ser encerrado em março de 2017. O fundo deve entrar em funcionamento até julho do ano que vem.

A BNDES Participações (BNDESPAR), subsidiária de participações societárias do BNDES, será cotista do Fundo de Energia Sustentável, com participação máxima de 50%. O fundo terá gestão privada e patrimônio de R$ 500 milhões, com prazo de vigência de 15 anos. Salcedo informou que parte da missão do gestor será captar esse dinheiro com investidores privados, para formar esse lastro.

Dependendo da estrutura do fundo, ele será voltado para investidores qualificados, com patrimônio superior a R$ 1 milhão, ou profissionais, cujo patrimônio ultrapassa R$ 10 milhões, de acordo com definição da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que regulamenta o mercado de capitais. “Pode ser pessoa física ou jurídica”, disse Salcedo. O fundo garantirá isenção para investidores pessoa física, em conformidade com o Artigo 3º da Lei 12.431.

Mercado verde

A expectativa do banco, com esse novo veículo de financiamento, é favorecer a criação de um mercado de títulos verdes no país. Salcedo disse que atualmente só há uma emissão de título verde em reais no Brasil, da empresa Suzano, além de três emissões de empresas brasileiras no exterior. “O potencial desse mercado é muito grande no Brasil pelo perfil da economia. É uma economia que tem uma matriz energética muito baseada em energia sustentável”.

Salcedo disse que o governo brasileiro se comprometeu, no Acordo de Paris, firmado há quase um ano, a ampliar a participação de fontes renováveis na matriz energética. “Essa iniciativa vai, exatamente, nesse sentido, de criar uma economia mais sustentável e permitir o financiamento privado [via emissão de títulos verdes], para que esses projetos consigam um financiamento de longo prazo adequado”.

O fundo conjuga a necessidade do país de ter investimento em infraestrutura com o desejo acentuado de investidores estrangeiros de alocar seus recursos em projetos sustentáveis. O BNDES estima que haverá emissões de debêntures de projetos de infraestrutura em energias renováveis no país, nos próximos 18 meses, em torno de R$ 3,8 bilhões, dos quais R$ 1,7 bilhão serão de fonte eólica (dos ventos). Os títulos a serem adquiridos deverão ser de projetos de investimento em energia financiados pelo BNDES, com garantias reais compartilhadas com o banco.

Segundo o banco, o mercado mundial dos chamados títulos verdes vem aumentando nos últimos anos. Dados da Climate Bonds Initiative, da qual o Fundo de Energia Sustentável será o primeiro parceiro no Brasil, mostram que os títulos emitidos atingiram, em 2014, US$ 36,6 bilhões. A previsão é que somem, este ano, US$ 100 bilhões em todo o mundo, dos quais Salcedo estima que o Brasil poderá captar uma boa parcela dessa poupança mundial para investir em infraestrutura. A Climate Bonds Initiative é uma organização internacional que trabalha no incentivo à criação de instrumentos financeiros para soluções de mudanças climáticas.

Fonte: Agência Brasil

Energia é estratégica para Brasil alcançar metas compromissadas na COP 22, indica EPE
Emerson F. Tormann11:41

Estudo demonstra que país precisa perseguir índice de 45% de renovabilidade da matriz energética com a contribuição do setor elétrico e de combustíveis


Parque Eólico de Geribatu, em Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul.
Parque Eólico de Geribatu, em Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul.

O setor energético tem papel fundamental para o país alcançar as metas de redução de emissões de gases de efeito estufa. A NDC (sigla em inglês para Contribuição Nacionalmente Determinada) para o acordo do clima, que foi aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pela presidência da República prevê a diminuição de 37% das emissões desses gases, até 2025, podendo se estender a 43% até 2030, isso em relação aos níveis de 2005. Esse compromisso se aplica ao conjunto da economia e com diferentes combinações de redução por setores, como o florestal, agrícola, transporte, energético e outros.

De acordo com Ricardo Gorini, diretor de Estudos Econômicos da Empresa de Pesquisa Energética, as contribuições do setor para o cálculo das NDCs não constituem metas, mas sim orientações de Política Energética. Segundo ele, até 2030 o Brasil deve perseguir os 45% de renovabilidade na matriz energética, com a contribuição do setor elétrico e do setor de combustíveis. Para este último, destacou ele, é necessário continuar apostando no uso de bioenergia, em especial do etanol e da biomassa da cana-de-açúcar, para uso no setor de transporte e na cogeração e elevar sua participação a 18% da matriz energética.

Ele ressaltou ainda que o setor elétrico precisa continuar contando com as energias renováveis na matriz elétrica, com destaque para as hidrelétricas, biomassa, solar e eólica. Neste caso, deve-se mirar 66% de geração hidrelétrica e cerca de 23% de participação destas outras fontes renováveis na geração total, incluindo a operação centralizada, geração distribuída e a autoprodução de energia. E, para 2030, o Brasil precisa alcançar 10% de eficiência energética no consumo de eletricidade.

Gorini explicou que estes números estão explícitos na comunicação oficial do Brasil. E que o embasamento dos cálculos foi feito a partir dos estudos de perspectiva energética de longo prazo, conduzidos pela própria EPE, contando com o uso de modelos de consistência econômica e energética, e com a participação de diversos especialistas convidados.

Uma das mensagens centrais dos estudos que embasaram a NDC brasileira é que a elevação da participação das fontes eólica, solar e biomassa na matriz elétrica é fortemente dependente da fonte hídrica. Além de não emitir e ser uma fonte renovável, lembrou o executivo, a hidrelétrica tem o papel de atender à operação do sistema quando há intermitência na geração eólica e solar. “A presença de reservatórios no sistema interligado nacional, além de todas as vantagens já conhecidas para a otimização da operação, funciona como se fosse uma grande bateria renovável, de baixo custo, que pode compensar as eventuais ausências destas fontes, e assim, viabilizá-las”, ressaltou. E que “há também forte complementariedade entre a disponibilidade de biomassa de cana de açúcar, no período da colheita, e o regime hidrológico, o que permite, no final das contas, a instituição de um portfolio de energia renováveis com maior confiabilidade”, acrescentou.

Este ‘efeito portfólio’, como classificou Gorini, é uma vocação do SIN e constitui uma enorme vantagem comparativa do Brasil quando olhamos para o futuro e vemos a necessidade de avançarmos para uma economia de baixo carbono ou mesmo de zero emissão. Em sua avaliação, a competitividade da economia, quando da instituição em um nível global de mecanismos de taxação de carbono, estará ligada diretamente ao custo da geração do parque instalado e à renovabilidade da matriz energética. Para ele, a estratégia nacional de continuar investindo em UHEs, de preferência com reservatórios, é acertada do ponto de vista econômico, social e ambiental e deve constituir eixo central da retomada do crescimento em direção à pretendida economia de baixo carbono.

O documento com detalhes sobre as premissas e o cenário utilizado está disponível no site da EPE, em versões em português ou inglês. Para acessar O Compromisso do Brasil no Combate às Mudanças Climáticas: Produção e Uso de Energia, clique aqui.


Fonte: Agência CanalEnergia

domingo, 27 de novembro de 2016

Conta de luz volta a ter bandeira tarifária verde em dezembro
Emerson F. Tormann20:36

As contas de luz deixarão de ter cobrança adicional em dezembro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu nesta sexta-feira, 25, que as faturas de energia voltam a ter a bandeira verde no próximo mês. Com essa decisão, o consumidor deixará de pagar R$ 1,50 a mais para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, valor que foi cobrado em novembro em razão da bandeira amarela.

A melhora nas condições hidrológicas permitiu o desligamento das termelétricas mais caras, que foram acionadas no mês passado. De acordo com a Aneel, o custo da térmica mais cara para abastecer o País no próximo mês será de R$ 169,54 por megawatt-hora (MWh). Quando o custo de geração supera R$ 211,28 por MWh, é preciso acionar a bandeira amarela.

Entre abril e outubro deste ano, vigorou a bandeira verde, que não traz custo adicional nas contas de luz. Em novembro, a piora nas condições hidrológicas, principalmente em razão da seca no Nordeste, levou ao acionamento da bandeira amarela, que acrescenta R$ 1,50 a mais nas contas para cada 100 kWh consumidos.

Em março deste ano, também vigorou a bandeira amarela. Antes disso, durante todo o ano passado e em janeiro e fevereiro, vigorou a "bandeira vermelha", que adiciona entre R$ 3,00 e R$ 4,50 a cada 100 kWh consumidos, dependendo da quantidade de termelétricas necessárias para suprir o País. O sistema de bandeiras é atualizado mensalmente pela Aneel.

Fonte: Estadão Conteúdo
Texto extraído do portal Faesp Senar

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Governo lança cartilha para ampliar acesso de pequenas empresas a soluções tecnológicas
Emerson F. Tormann11:48


O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Alvaro Prata, lançou neste mês (novembro) o Guia de Extensão Tecnológica das Redes do Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec). O documento é uma referência para a criação e operacionalização das Redes Sibratec e vai atender desde os gestores dos órgãos públicos e das próprias redes às agências de fomento, instituições participantes e técnicos extensionistas.

“A rede contribui para que a empresa se enxergue como provedora de tecnologia impactando o mercado”, avaliou o secretário. A publicação reúne normas do programa e possui o objetivo final de beneficiar pequenas e micro empresas de diversos estados.
Casos de sucesso

Durante o lançamento, empresários apresentaram as soluções geradas pelo Sibratec que fizeram seus negócios prosperarem. A empresa de alimentos naturais de Martinho Lutero dos Santos, de Salvador (BA), chegou a falir até que ele descobriu o Sibratec. Hoje, a empresa deixou de ser local e passou a comercializar os seus produtos para toda a região Nordeste. Em pouco mais de quatro anos, o faturamento foi triplicado. De acordo com o empresário, uma grande rede de supermercados tem interesse em nacionalizar o negócio. “Se não fosse o Sibratec a gente não existiria mais. Eu estava falido”, disse.

O apoio do Sibratec também permitiu que a empresa Fanem, de São Paulo (SP), especializada no desenvolvimento de aparelhos eletro-médicos, desenvolvesse um berço aquecido neonatal. Na época, além da orientação técnica, a empresa recebeu o aporte de cerca de R$ 20 mil como subsídio. “De 2011 para cá vendemos mais de 2,9 mil desses equipamentos só para exportação, gerando arrecadação de impostos de renda da ordem de R$ 500 mil, ou seja, todo o investimento que o programa faz como subsídio é retornável naturalmente como arrecadação”, afirmou o gerente de Inovação e Desenvolvimento da empresa, Ílio de Nardi Júnior.

“A extensão tecnológica contribuiu diretamente para o sucesso do nosso portfólio. Antes do Sibratec nossa oferta de produtos era bem menor. Hoje, exportamos para mais de 100 países, estamos em 32 países na África e somos a primeira empresa brasileira na área da saúde a instalar uma fábrica no exterior, na Índia, como multinacional”, completou.

Empresas interessadas nos serviços do Sibratec devem procurar o SEBRAE da sua cidade.

Maiores Informações: Guia Sibratec

Fonte: BizMeet

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Dividido, STJ suspende julgamento sobre tributação da tarifa de distribuição de energia
Emerson F. Tormann07:11

Empresas do mercado livre de energia pedem para afastar ICMS sobre TUSD


Crédito @flickr/CarlosAlkmin


Pela segunda vez, a 1ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu o julgamento em que se vai definir se o ICMS incide sobre a Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição de Energia Elétrica (TUSD). A discussão impacta as empresas que negociam energia elétrica no mercado livre e os Estados que calculam perdas bilionárias na arrecadação. A TUSD e a Tarifa de Uso do Sistema de Transmissão de Energia Elétrica (TUST) integram o preço praticado nestes contratos.

Na sessão desta quinta-feira (17/11), a ministra Regina Helena Costa proferiu voto-vista, divergindo do relator, ministro Gurgel de Faria. Com placar em 1×1, o ministro Benedito Gonçalves pediu vista do caso e adiou a conclusão.

Para Regina Helena, o ICMS não incide sobre a tarifa de distribuição de energia. Ela defendeu a manutenção de jurisprudência do STJ que, segundo ela, tem se consolidado desde 2000 a favor das empresas que negociam a energia no mercado livre. As decisōes excluem as tarifas do cálculo do ICMS.

Regina Helena reforçou que deve haver operação, mercadoria e circulação da mercadoria para a incidência do ICMS. Afirmou que que o que importa para a incidência do imposto estadual é a circulação jurídica da mercadoria (com transferência de titularidade) e o efetivo consumo da energia.

Para ela, o deslocamento da fonte geradora para o sistema de transmissão e distribuição constitui circulação física porque são atividades meio para que ocorra o fato gerador do ICMS, que é efetivado com o efetivo consumo da energia.

“Os estágios de transmissão e distribuição da energia são elos na cadeia interligando a geradora produtora ao consumidor final”, afirmou.

Para a ministra, o caso da TUSD seria semelhante a uma discussão do passado sobre a tributação dos serviços dos provedores de acesso à internet. “Esse serviço é de valor adicionado, pois acrescenta informações através das telecomunicações, a chamada entre computadores só ocorre com linhas telefônicas, ou seja, a cabo ou via satélite. Sem a linha telefônica impossível obter acesso à internet”, disse, citando trecho de acordão sobre o tema dos provedores.

Citou ainda o artigo 13, parágrafo 1 da Lei Complementar 87/1996 (Lei Kandir), que dispõe sobre a base de cálculo do ICMS. “Não há nada na lei sobre encargos tarifários integrarem a base de cálculo do imposto”, pontuou.

Como reforço de argumentação, mencionou projetos de lei e de emenda à Constituição que visavam tributar a transmissão e distribuição de energia elétrica. Os projetos, porém, não foram adiante. “Isso confirma que o direito positivo não autoriza a incidência do ICMS sobre esse encargo”, disse Regina Helena.

Impacto

Os Estados tem colocado aos ministros que perderiam R$ 13,4 bilhões ao ano com a exclusão das tarifas do cálculo do ICMS. A perda para o Estado do Rio Grande do Sul – parte na ação – seria de R$ 1,5 bilhão ao ano.

De acordo com a procuradoria do Estado gaúcho, as empresas estão recolhendo o ICMS com a tarifa incluída. Mas tem entrado com ações judiciais para afastar a tributação.

Caso as empresas saiam vencedores no STJ, elas poderiam pedir a restituição dos valores recolhidos nos últimos cinco anos. Os Estados por outro lado poderiam recorrer ao Supremo Tribunal Federal.

Voto do relator

Em setembro, o ministro Gurgel de Faria defendeu a mudança da jurisprudência do STJ para determinar a incidência do ICMS sobre a tarifa. Ele ressaltou o caráter uno, da unidade do sistema de fornecimento de energia elétrica, que envolve a geração, a distribuição e a transmissão e consumo da energia.

Para o ministro, o fato gerador do ICMS diz respeito à circulação jurídica da mercadoria que envolve a circulação simultânea da geração, distribuição, transmissão e consumo.

“Só há operação jurídica passível do ICMS quando há o consumo e a transformação da energia em outro bem da vida, como a luz ou o calor”, disse. Citando o artigo 34, § 9º, da ADCTF, Faria ressaltou que todas as etapas do fornecimento devem ser consideradas para o preço final.

O ministro reforçou ainda o entendimento de que o mercado livre atende grandes consumidores que, de partida, tem vantagem sobre pequenos consumidores – especialmente pequenas e médias empresas – que não tem liberdade para escolher o fornecimento de energia. Dessa forma, entendeu que o não tributação implicaria em violação ao princípio da igualdade e impactaria a concorrência.

“Não é possível admitir que a mudança na regulação do sistema elétrico permita dar um tratamento diferenciado para contribuintes que estão em situação semelhante”, afirmou, acrescentando: “A exclusão do custo [da tributação] representa vantagem em relação a empresas menores”.

Fonte: Bárbara Pombo - Jota Brasília
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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Para Absolar, usina em prédio do MME deve ser estímulo para o setor público
Emerson F. Tormann07:38

Crédito: Fotos Públicas

A inauguração, no último dia 17 de novembro, do sistema de geração fotovoltaica no prédio do Ministério de Minas e Energia, em Brasília (DF) não significou apenas o primeiro projeto desse tipo em prédio público do Governo Federal. De acordo com Rodrigo Sauaia, presidente-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar e Fotovoltaica, a entrega também significa que o governo passa a tratar a fonte como estratégica para o desenvolvimento. "Nossa expectativa é que esse sistema possa servir de motivador para que outros edifícios de ministérios incorporem a tecnologia solar para reduzir os custos, incentivando o desenvolvimento e gerando empregos", afirma Sauaia. A usina teve investimento de R$ 400 mil viabilizado pela associação e é composta por 154 painéis solares.

O executivo aposta que essa iniciativa também seja capaz de fazer com que governos estaduais e municipais criem políticas locais de uso da energia solar em prédios públicos e outras construções, como escolas, hospitais e até museus. No cenário de crise econômica que vem sendo enfrentado por alguns estados, o uso de energia solar em prédios públicos aparece como fator redutor de gastos e uso inteligente de fonte alternativa de energia.

A sugestão da associação é que os governos devam estruturar um modelo de negócio em que os contratos para projetos de geração distribuída solar em prédios públicos sejam fechados com os empreendedores por meio de licitações ou chamadas públicas, tenham longo prazo e a operação e o investimento, assim como a manutenção do sistema, fiquem por conta do empreendedor. "O governo tem o alívio imediato na redução das contas e ele paga nos contratos de longo prazo as parcelas. No fim do contrato, o governo pode decidir ter a propriedade do sistema ou renovar o contrato como aquisição de serviço", explica.

A aplicabilidade desse modelo de contrato ainda está sendo viabilizada. Ele demanda desafios contratuais e jurídicos que estão sendo estudados. A associação trabalha com alguns governos estaduais no sentido de fechar alguma parceria no tema. Ele dá como exemplo de iniciativa de ente público o leilão de geração distribuída que o governo de Pernambuco pretende realizar em 2017. "Com essas ações, o governo não teria ele próprio que investir no sistema, aliviando o caixa", ressalta.

O Ministério das Cidades teria demonstrado interesse em dotar de geração distribuída casas construídas pelo programa habitacional Minha Casa Minha Vida. Outro possível parceiro que a associação vislumbra é o Ministério da Defesa, que tem custos com energiasignificativos.

Fonte: UDOP

Com nova gestão, Eletrobras reverte perdas de R$ 4 bi e registra lucro
Emerson F. Tormann00:58

Estatal, que chegou a ter perdas somadas de R$ 30 bilhões, reporta ganho líquido de R$ 863 milhões no terceiro trimestre de 2016. Em nove meses, saldo é positivo em R$ 9,687 bilhões


Usina hidrelétrica Itaipu. Desempenho positivo foi influenciado por mudança na gestão da Eletrobras - Crédito: Fotos Públicas


Depois de mudanças na gestão e na governança da Eletrobras, a estatal transformou um prejuízo bilionário em lucro. No terceiro trimestre do ano, a empresa ficou no azul em R$ 863 milhões – em igual período do ano passado, as perdas somavam R$ 4 bilhões.

Os dados foram divulgados pela companhia nesta quinta-feira (10). O resultado decorre, em boa parte, da contabilização de novas receitas relacionadas a indenizações devidas pela União à Eletrobrás desde a renovação antecipada de seus contratos de concessão.

Essas indenizações foram geradas depois de medidas adotadas pelo governo federal em 2012 com o intuito de reduzir as tarifas de energia.

A estatal também registrou ganhos de R$ 1,931 bilhão em indenizaçõesdevido à participação detida na empresa Cteep, da área de transmissão de energia, que reconheceu direito a compensações bilionárias em seu balanço do terceiro trimestre.

Resultados positivos

Os recentes resultados positivos da Eletrobras em 2016 revertem um período de prejuízos para a empresa, que, desde 2012, com a adoção de novas regras para a negociação de contratos, chegou a ter perdas somadas de R$ 30 bilhões.

Este ano, no entanto, a mudança de gestão melhorou o desempenho da companhia. Com isso, o resultado consolidado nos nove primeiros meses do ano é um lucro de R$ 9,687 bilhões, frente a um prejuízo de R$ 4,115 bilhões do mesmo período de 2015.

Fonte: Portal Planalto, com informações da Eletrobras

sábado, 19 de novembro de 2016

‘Ovos marítimos’ podem ser solução para armazenar energia limpa no oceano
Emerson F. Tormann09:56



Os sistemas de energia limpa estão mais perto de receberem um aliado poderoso na coleta de recursos, expandindo a área de atuação de um velho conhecido do setor. Isso porque o projeto tocado por pesquisadores alemães está testando a instalação de torres eólicas em pleno mar, fazendo com que a energia gerada pelas ventoinhas seja armazenada em cilindros de ar comprimido a cerca de 100 metros de profundidade e a 200 metros da costa da cidade de Überlingen – pelo menos em seu protótipo atual, na escala de 1:10.

Chamados carinhosamente de “ovos marinhos” esses equipamentos servem tanto como armazenamento temporário para os moinhos tecnológicos quanto para gerar eletricidade a partir das correntes marítimas e da pressão da água na região próxima à praia. Como o dispositivo expele constantemente o líquido de dentro do aparelho, a energia é gerada na mesma cadência, conforme a água volta a inundar o espaço vazio dentro do cilindro passando por uma espécie de turbina.
O funcionamento é simples, mas muito engenhoso
Enquanto essa encarnação inicial do projeto deve ajudar a monitorar a eficiência do design, a facilidade de instalação e as opções de configuração das esferas, a ideia é que a próxima versão do sistema esteja na escala final da empreitada. O que isso significa na prática? “Bolinhas” de 30 metros de diâmetro posicionadas de 600 a 800 metros de profundidade – com esse número podendo ser ainda maior conforme as respostas obtidas durante os testes.

Potencializando a energia limpa

De acordo com Horst Schmidt-Böcking, professor da Universidade de Frankfurt e um dos criadores do StEnSea (Stored Energy in the Sea) – algo como “Energia Armazenada no Mar”, em uma tradução livre –, a expectativa é que os “ovos” consigam armazenar 20 MWh por unidade quando estiverem em sua forma final.

Com isso, espera-se que seja possível acumular mais de 893.000 MWh se o projeto for expandido em escala global. “Essa pode ser uma contribuição importante e econômica para compensar eventuais flutuações na geração de eletricidade a partir de fontes eólicas ou solares”, explica Jochen Bard, chefe do instituto de energia alemão (IWES).

Fonte: TecMundo

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