Startups começam aqui

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Consulta Pública CONFEA sobre PL 0663/2015
Emerson F. Tormann16:59

Detalhes da Consulta

Nome: Projeto de Lei - PL 0663/2015 e Apensados (6): PL 1104/2015, PL 1455/2015, PL 2055/2015, PL 2358/2015, PL 2445/2015 e PL 5658/2016


Objetivo: PL 0663/2015 (Principal): Dispor sobre norma geral relativa à medição de consumo de água nas novas unidades de edificações residenciais e comerciais de caráter condominial. PL 1104/2015( Apensado 1): Dispor sobre a individualização de instalação de hidrômetro nas edificações verticais residenciais e nas de uso misto e nos condomínios residenciais, e dar outras providências. PL 1455/2015 (Apensado 2): Dispor sobre a obrigação das concessionárias de serviços públicos de distribuição de energia elétrica, água e gás de instalarem medidores individuais nas novas unidades residenciais em edifícios e condomínios. PL 2055/2015 (Apensado 3): Dispor sobre a cobrança individualizada dos serviços de energia elétrica, água e gás e dar outras providências. PL 2358/2015 (Apensado 4): Tornar obrigatório a medição individual de consumo de água, energia elétrica e gás canalizado em edificações residenciais e comerciais de caráter condominial. PL 2445/2015 (Apensado 5): Modificar a Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, para estabelecer que a cobrança pelo consumidor de agua deve ser feita de forma individualizada, por unidade habitacional ou comercial. PL 5658/2016 (Apensado 6): Alterar a Lei n° 11.977 de 2009 para tornar obrigatória a instalação prévia de medidores individuais de consumo de água nas unidades habitacionais implantadas pelo Programa.


Descrição: Conheça estas propostas, analise-as e manifeste-se! Acesse o Sistema de Consulta Pública do Confea.


Link: http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=996522


Período: 
De 10h0min do dia 12/01/2017 até 10h0min do dia 11/03/2017. 



Preço da energia solar já é menor que o de combustíveis fósseis
Emerson F. Tormann14:57

Um relatório do Fórum Econômico Mundial aponta essa realidade em 30 países, incluindo o Brasil


Um dos principais pontos de conversas para os próximos anos será a queda dramática de preços da energia limpa e renovável, que trará enormes benefícios para a humanidade e permitirá o abandono dos combustíveis fósseis. Finalmente, o dia chegou.

Um relatório do Fórum Econômico Mundial mostra que em 30 países, incluindo o Brasil, o preço da energia solar já é menor que o de combustíveis fósseis. E essa mudança deverá atingir 80% dos países em dois anos.

Esse é o "ponto de inflexão" que permite que troquemos a energia que polui (gasolina, gás natural) por uma completamente verde. O que isso significa? Melhorias significativas para qualidade do ar, saúde das pessoas e impacto ambiental cada vez menor.

O preço tem caído bastante: 10 anos atrás, o custo para gerar 1 megawatt/hora era de US$600 com essa tecnologia. Hoje, já está em US$100, muito próximo dos preços de gás natural, carvão e petróleo. E mesmo com a queda do preço do "ouro negro", já está mais barato que ele.

Lutar contra as mudanças climáticas acaba de se tornar lucrativo para as companhias de energia - o que fará com que, pela 1ª vez, energias renováveis entrem na pauta de fato.

Abundância energética

Em alguns países, isso provocou uma abundância energética muito interessante. Na Alemanha, o preço da energia elétrica chegou a ficar negativo por conta da produção acima do esperado de fontes renováveis contra fontes tradicionais.

Ou seja, consumidores eram PAGOS para consumir energia elétrica, ao invés de terem que PAGAR por sua energia elétrica. Esse fenômeno ocorreu em maio do ano passado pela primeira vez e certamente deixou muita gente aqui no Brasil morrendo de inveja dos alemães.

Essa abundância de energia elétrica que se está desenhando para as próximas décadas deverá mudar a humanidade de vez. É grande a possibilidade de que tenhamos energia tão barata que poderemos realizar coisas que demandam muita energia a preços atraentes: dessalinização de água e transformação do Saara em uma grande fazenda, são dois dos exemplos.

Grandes e interessantes investimentos

São investidos cerca de US$300 bilhões por ano em energia renovável, sendo que a China é responsável por US$100 bilhões, enquanto Europa investe US$48 bilhões e os Estados Unidos colocaram US$44 bilhões neste mercado. Aqui no Brasil, embora a incidência solar seja altíssima, só se investiu US$7,1 bilhões.

Há uma clara tendência para este tipo de energia: nos Estados Unidos, são instalados 125 painéis solares por minuto, todo dia. "Não é apenas uma opção comercialmente viável, mas sim um investimento muito atraente, com estabilidade e retornos protegidos da inflação", destaca Michael Drexler, head de investimentos de longo prazo, infraestrutura e desenvolvimento do WEF.

Os investimentos neste setor deverão abrir grandes oportunidades para empreendedores, com novas tecnologias capazes de transformar o mundo e um custo cada vez mais baixo para empreender e viver. Somos otimistas.

Fonte: Jornal da Instalação

Correios vai se tornar uma operadora de celular
Emerson F. Tormann13:27

Correios vai se tornar uma operadora de celular


O Brasil vai ganhar mais uma operadora de celular, os Correios. Isto mesmo, a estatal que entrega a maioria de suas encomendas agora vai também ser uma operadora de celular, isto graças ao Ministério das Comunicações que liberou para operar com serviços de telefonia móvel virtual (MVNO). Já a algum tempo os Correios prestam diversos serviços além de entregas, como pagamento de contas, envio de dinheiro por CPF, empréstimos entre outros.

Os serviços de tecnologia serão terceirizados pela EUTV, a estatal usará apenas a marca para oferecer os serviços. Como o ministério liberou em publicação no Diário Oficial da União, a estatal estava livre para procurar uma empresa parceira disposta a alugar a estrutura técnica necessária para iniciarem os serviços.

A EUTV, com nome fantasia de Surf Telecom, foi escolhida para prestação deste serviço. Curiosamente, esta empresa também é uma MVNO, que usa a infraestrutura da TIM para operar nacionalmente.

A Correios Celular vai operar na faixa de 2,5GHz em São Paulo, por conta da licitação que a EUTV ganhou recentemente, já em rede nacional, usará a banda da operadora TIM. O foco de clientes é atingir as classes sociais C e D, que apesar de serem classes com menor renda, a Correios Celular não pretende criar concorrência com base no preço. "Nossos diferenciais serão a simplicidade, a transparência para o cliente e a proximidade, com as nossas agências. E queremos promover a cidadania, levando inclusão digital e social para as classes D e E". Afirma Ara Minassian, coordenador do projeto, e complementa: “A oferta de um serviço simples é um dos nossos pilares. O usuário precisa saber o que está consumindo”.

A busca por clientes é ambiciosa, Minassian espera conseguir 1 milhão de clientes até o final deste ano. “Os Correios têm 12 mil pontos de venda. Se comercializarmos 1 chip por dia em cada ponto, 1 milhão de usuários será pouco. Estamos preparados para prestar um bom serviço para uma base entre 1 a 1,2 milhão de pessoas. Se conseguirmos 2 milhões este ano será preocupante”.

Nesta primeira fase serão vendidos apenas planos pré-pagos, onde as pessoas poderão comprar recargas e chip nos próprios pontos de atendimento dos correios. O lançamento será gradual, avançando pelo Brasil aos poucos, mas deve se iniciar agora em fevereiro.

Fonte: Oficina da Net

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

População brasileira sabe mais sobre microgeração, aponta pesquisa
Emerson F. Tormann07:02

Cerca de 80% da população conhecem e 72% têm interesse em gerar própria energia, segundo levantamento do DataFolha, a pedido do Greenpeace


Instalação de placas solares em escola de Uberlândia Foto: Otávio Almeida/Greenpeace

A maioria da população brasileira sabe sobre a possibilidade de gerar a própria energia através de sisetemas de microgeração, mas quase metade ainda considera o tema complexo demais. Essas são algumas das conclusões de pesquisa realizada pelo Datafolha, a pedido do Greenpeace, em outubro do ano passado com 2.044 entrevistados de todas as regiões do Brasil.

Os dados, divulgados recentemente, mostram que 80% das pessoas já conhecem a microgeração. Entre os entrevistados, 19% se consideram bem informados sobre o assunto – principalmente os moradores da região Sudeste (24% se consideram bem informados), os mais escolarizados (33%) e os mais ricos (39%). Outros 42% estão mais ou menos informados e 20% tomaram conhecimento, mas estão mal informados sobre o tema.

“Quero pagar menos”
A principal motivação citada pelos entrevistados para instalar sistemas de microgeração foi a redução da conta de luz, citada por 85%. Os benefícios ambientais foram citados por 62%; gerar a própria energia e ser independente da distribuidora foi citado por 53%; a valorização do imóvel, por 32%; a contribuição para geração de empregos e melhorar a economia, 29%; e pela rentabilidade do investimento, por 23%. Os entrevistados podiam citar mais de uma motivação, elencando até três motivações principais.

“Compro com juros baixos ou FGTS”
Também foram exploradas na pesquisa, além das motivações e do nível de conhecimento dos entrevistados, as opiniões sobre a microgeração de energia. A pesquisa propôs que os participantes concordassem ou discordassem, em maior ou menor grau, de algumas assertivas. A que gerou maior concordância (83%) foi “ao adotar a microgeração, serei um exemplo no meu bairro e poderei influenciar meus vizinhos”.

A seguir, aparecem frases que mostram o interesse das pessoas entrevistadas em comprar sistemas de microgeração, desde que com condições convidativas. “Eu compraria um sistema de energia solar fotovoltaica se houvesse linhas de crédito com juros baixos” e “estou muito interessado em saber mais sobre a microgeração de energia” tiveram concordância de 72% dos entrevistados. Além disso, 54% admitiram a possibilidade de entrar em um consórcio para ter um sistema de geração fotovoltaica. E metade dos assalariados usaria o saldo do FGTS para investir em microgeração.

Para quem tem dinheiro e telhado
As opiniões expressadas também mostraram que a maioria (59%) acredita que gerar a própria energia só é uma opção para quem tem casa própria – desde março de 2016, foi aberta a possibilidade de se produzir energia em áreas diferentes do local de consumo, atrelando o sistema ao consumidor e não à unidade consumidora. Além disso, 54% dos entrevistados acham que “energia solar é uma possibilidade apenas para quem tem dinheiro”.

Por fim, 48% das pessoas entrevistadas acreditam que “a microgeração de energia é um tema complexo demais”, uma parcela menor do que a contabilizada em entrevista semelhante de 2015, de 56%. A opinião é compartilhada principalmente pelos mais velhos (56%), menos escolarizados (58%), e das classes D e E (61%). Discordam que o tema seja complexo os mais jovens (48%), das casses A/B (57%) e os mais escolarizados (64%).

Fonte: Brasil Energia / Greenpeace

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Ceará cria fundo para eficiência e microgeração
Emerson F. Tormann23:55

Linha criada a partir de lei estadual deve receber recursos de R$ 10 milhões



O governo do Cerá sancinou, na última sexta-feira (13/01), a lei que cria o Fundo de Incentivo à Eficiência Energética e Geração Distribuída (FIEE). A linha deve apoiar o desenvolvimento e financiamento de projetos de eficiência energética e de micro e minigeração de energia elétrica, além de modernização das instalações elétricas dos órgãos e entidades da administração pública.

Com a publicação, o governo do estado fica autorizado a abrir crédito adicional especial de R$ 10 milhões para destinar ao Fundo recém criado. Um conselho gestor foi criado para analisar e escolher os projetos que receberão os recursos. O Conselho irá encaminhar relatório semestral à assembleia legislativa do estado. Além desse crédito adional, uma alteração do art. 8º da lei nº 10.367/79, tornou possível a destinação de 0,5% do valor desembolsado pelos beneficiários do Fundo de Desenvolvimento Industrial do Ceará (FDI) para o fundo solar.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Beto Studart, mencionou a possibilidade de ampliação do fundo para apoiar a instalação de projetos e sistemas em residências. "O governador criou um fundo específico para iniciar um programa, que eu considero piloto, para incentivar as unidades do governo e estimular as indústrias para que possam fornecer às próprias unidades. É um passo importante, pois existem recursos e precisamos avançar. Em breve poderemos ter esse programa de eficiência e geração de micro e mini-geração de energia nas residências, que será o grande salto que o Ceará vai dar na frente de todos", afirmou.

Recursos

O fundo será gerido financeiramente pela Secretaria da Infraestrutura do Estado do Ceará (Seinfra) e contará com recursos previstos no orçamento fiscal do Estado; recursos de encargos específicos cobrados das empresas beneficiárias do Fundo de desenvolvimento Industrial (FDI); recursos obtidos da economia promovida pelas ações técnicas de Eficiência Energética e/ou implantação da micro e minigeração distribuída de energia elétrica, no percentual de 20% do valor economizado da conta de energia elétrica; recursos decorrentes de acordos, ajustes, contratos e convênios celebrados com órgãos e entidades da administração pública federal ou municipal; convênios, contratos e doações realizadas por entidades públicas ou privadas, pessoas físicas ou jurídicas do país ou do exterior.

Por Lívia Neves - Brasil Energia

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Consumidor inicia 2017 com bandeira verde na conta de energia
Emerson F. Tormann13:40



O ano de 2017 começa com bandeira verde na conta de luz do mês de janeiro. De acordo com o relatório mensal do Operador Nacional do Sistema (ONS), a condição hidrológica favorável determinou o acionamento de usinas térmicas com “Custo Variável Unitário abaixo de R$ 211,28 por megawatt-hora (R$/MWh)”.

“O valor da térmica acionada ficou em 128,65 R$/MWh e possibilitou a manutenção da bandeira verde, sem custo para todos os consumidores de energia elétrica”, diz nota da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O sistema de bandeiras tarifárias, criado pela Aneel, indica o custo real da energia produzida. Isto possibilita o uso racional do consumo de eletricidade.

Funcionamento das bandeiras

As bandeiras tarifárias, de acordo com a agência, funcionam da seguinte maneira: as cores verde, amarela ou vermelha indicam se a energia custará mais ou menos devido às condições de geração de energia elétrica.

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

ITAIPU ROMPE BARREIRA INÉDITA DOS 100 MILHÕES DE MHH
Emerson F. Tormann16:32

A Itaipu Binacional é a primeira hidrelétrica do mundo a gerar, em menos de um ano, 100 milhões de megawatts-hora (MWh). A marca foi alcançada nesta terça-feira (20), às 23h16 (Horário Brasileiro de Verão), 11 dias antes de fechar 2016. O volume de energia gerada de janeiro até agora é 33% superior ao previsto no Tratado de Itaipu, que estabeleceu como produção garantida 75 milhões de MWh anuais.

A meta inédita de 100 milhões de MWh foi colocada como um desafio no final de 2012, ano em que Itaipu chegou a 98.287.128 de MWh. Quatro anos depois, a meta não só foi alcançada como poderá ser superada em mais de 2,5 milhões de MWh até fechar o ano, levando-se em conta a média de produção diária registrada em dezembro.

Os 100 milhões de MWh produzidos até esta terça-feira pela usina de Itaipu seriam suficientes para atender o mercado brasileiro de eletricidade por um período de dois meses e 16 dias; o Paraguai, por sua vez, se pudesse armazenar toda essa energia, poderia abastecer seu mercado durante sete anos e 17 dias.

Desde janeiro a Itaipu vem batendo sucessivos recordes. No sábado (17), voltou a ser a maior produtora anual de energia elétrica do mundo, superando a usina chinesa de Três Gargantas, que produziu, em 2014, 98,8 milhões de MWh. Este título de Itaipu se soma ao de maior usina em produção acumulada, com mais de 2,4 bilhões de MWh desde que entrou em operação, em 1984.

No auge

Depois de 32 anos e sete meses de sua entrada em operação, Itaipu vive atualmente o auge da produção e produtividade, com o máximo de aproveitamento dos recursos hídricos. Este ano, a produção de Itaipu foi suficiente para atender nada menos que 18% de todo o mercado brasileiro de eletricidade e 82% do mercado paraguaio.

“O aumento de geração de Itaipu – e também da maioria das hidrelétricas brasileiras, beneficiadas pela regularização das chuvas no País, este ano – contribui para diminuir os gastos do consumidor brasileiro com a eletricidade”, diz o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek. Segundo ele, "esse é um dos principais impactos positivos gerados pelo crescimento da hidroeletricidade este ano no País. Itaipu tem uma grande participação no impulso dessa matriz".

De abril até outubro, o sistema de bandeiras tarifárias adotado nas contas de luz pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) passou para a cor verde, o que na prática significa que deixaram de ser cobradas as taxas extras previstas nas bandeiras amarela e vermelha. Agora, em dezembro, o governo voltou a sinalizar que a bandeira verde vai vigorar durante todo o verão.


Foto: Divulgação/Itaipu Binacional

Participação de Itaipu

A produção das usinas hidrelétricas, entre janeiro e novembro de 2016, foi 7,3% superior à do mesmo período do ano passado, segundo o Operador Nacional do Sistema. Itaipu participa com 22% de toda a energia hidrelétrica do Sistema Interligado Nacional (o índice é de 18% quando são consideradas também as outras matrizes elétricas – biomassa, eólica, fóssil, hídrica, nuclear e solar).

Só nos primeiros 11 meses do ano, Itaipu produziu 94,2 milhões de MWh e despachou ao Brasil 83,4 milhões de MWh (a diferença foi a energia enviada para o Paraguai). O aumento da produção em relação ao mesmo período do ano passado foi de 15%.

Potência do Brasil

O parque gerador de eletricidade, no Brasil, dispõe de 4.620 empreendimentos em operação, incluindo todas as fontes, renováveis ou não. Juntos, eles somam a potência instalada de 149.730 MW. Só o lado brasileiro de Itaipu (metade da usina pertence ao Paraguai), de 7 mil MW de potência instalada, representa quase 5% de todo o parque gerador brasileiro.

Mais da metade da potência instalada do parque gerador brasileiro – ou, mais precisamente, 61% – vem das usinas hidrelétricas, as UHEs. A maior parte da energia consumida pelo País ainda é garantida por elas. Somada, a potência instalada das 218 hidrelétricas brasileiras – entre elas, a Itaipu – chega a 91.459 MW. Os 7 mil MW das unidades geradoras do lado brasileiro da binacional correspondem a 7,6% do total da potência instalada deste grupo.

Diplomacia

No dia 17 de maio de 1974 era constituída a empresa binacional Itaipu, para gerenciar a obra e, futuramente, administrar o empreendimento hidrelétrico. Começaria ali a saga da construção de um megaempreendimento, que mobilizou milhares de pessoas e bilhões de dólares e transformou parte do Oeste paranaense e todo o Paraguai. Resultado de intensas negociações diplomáticas, Itaipu é também uma grande obra de engenharia política, financeira e jurídica, mesmo antes de os projetos começarem a sair do papel.

Fonte: ITAIPU BINACIONAL, 20/12/2016

Microgeração deve atingir 20 mil sistemas em 2017
Emerson F. Tormann11:32

Expectativa da ABGD fica bem abaixo da projeção que a Aneel divulgou quando alterou as regras da modalidade, por conta da recessão



A microgeração distribuída deve alcançar 20 mil sistemas em operação em 2017, estima a ABGD, uma das associações que representa o setor de geração distribuída. “Em número de sistemas, vamos dobrar [em relação ao final de 2016], o que é muito pouco”, comenta o presidente executivo da associação, Carlos Evangelista. A Aneel projetava inicialmente que a modalidade atingisse 40 mil sistemas conectados até o final do próximo ano. Para o executivo, a perspectiva de prolongamento da recessão econômica é um dos principais fatores para essa projeção pouco otimista.

Mesmo que os novos modelos de microgeração – como a geração remota ou compartilhada e o aluguel de sistemas – tenham ampliado o número de consumidores que poderiam instalar novos sistemas, a modalidade já não cresceu como o esperado em 2016. Até novembro, eram 6670 unidades consumidoras gerando energia no Brasil. Mas a projeção da Aneel era de que, com as novas regras do sistema de compensação e a desoneração do ICMS sobre a energia gerada, o país chegasse a ter 14 mil sistemas instalados neste ano.

“É evidente que os resultados da economia impactam todos os negócios”, diz Evangelista. O executivo também lembra que pequenas e médias empresas, que em geral têm um retorno financeiro melhor com a geração distribuída, por estarem ligadas na baixa tensão, fazem planos de investimentos com prazos mais curtos, o que dificulta a opção pela instalação dos sistemas.

Não só em termos de expectativa e confiança do consumidor, o mal desempenho da economia também tem efeitos práticos que prejudicam a expansão da microgeração, como o encarecimento do crédito e o endurecimento das condições de empréstimo. Para pessoas físicas, que são as principais instaladoras de microgeração no país (79% dos sistemas), o financiamento é muito importante para tornar viável o investimento, que pode muitas vezes se equiparar à compra de um carro.

Aperfeiçoamento das regras também poderia ajudar a colocar a geração distribuída de volta no caminho de crescimento projetado inicialmente pelo governo. “O que ajudaria muito seria facilitar a burocracia com as distribuidoras, que ainda não estão preparadas”, sugere Evangelista.

Perspectiva do setor elétrico na América Latina é estável para 2017, diz Fitch
Emerson F. Tormann11:25

Agência de classificação de risco acredita que próximo ano deverá ser marcado por uma hidrologia mais favorável



Os fundamentos de crédito para o setor de energia na América Latina são estáveis a curto e médio prazos, com ações de rating nos próximos 12 a 24 meses derivadas principalmente de fatores de crédito específicos das companhias ou países, em vez de tendências regionais, apontou a agência de classificação de risco Fitch Ratings em relatório divulgado nesta quarta-feira, 28 de dezembro. A perspectiva para o setor e para os ratings é estável para 2017.

A Fitch espera que 2017 seja caracterizado pela manutenção de mudanças regulatórias na Argentina e no México. Na nova administração argentina, as distribuidoras de energia tiveram permissão para reajustar as tarifas que estavam congeladas há mais de 15 anos. Alterações adicionais são esperadas na Argentina, de modo a incentivar as companhias a realizar os investimentos necessários no setor, diz Cinthya Ortega, diretora.

No México, a separação das unidades da Comision Federal de Electricidad (CFE), por si só, não fará do mercado atacadista um mercado competitivo, nem atrairá investimentos suficientes. A Fitch acredita que os reguladores mexicanos irão aprofundar a implementação de regulamentações que garantam uma concorrência justa entre os agentes privados, impondo regras transparentes, implementando incentivos eficazes e permitindo que os participantes tenham acesso ao suprimento de combustível.

Para o setor elétrico brasileiro, a agência já havia informado no início de dezembro que a perspectiva para 2017 também era estável, apesar do consumo de energia continuar impactado pelo ambiente econômico.Na avaliação da Fitch, o fenômeno El Niño apontou para a necessidade de a América Latina reduzir sua dependência em relação à geração hidrelétrica. Em 2017, é esperado o fenômeno La Niña, mais suave, o que resultará em melhores níveis hidrológicos.

A Fitch acredita que os governos latino-americanos concentração seus esforços em ter matrizes de geração mais diversificadas e exequíveis e que a geração de energia a partir de gás natural continuará crescendo em 2017. O lento crescimento econômico na região continuará afetando a demanda por energia no ano que vem, apesar da leve recuperação dos preços das commodities, dada a forte correlação entre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e a demanda por energia na América Latina.

A valorização do dólar frente à maioria das moedas da América Latina pode aumentar os custos de eletricidade para os usuários finais em países com mercados de energia altamente dolarizados. "O aumento dos custos de eletricidade em moedas locais irá testar a independência dos agentes reguladores e demonstrar o quão isoladas estão em relação à intervenção política, que pode impedir aumentos de custos aos consumidores finais."

Fonte: Agência CanalEnergia, Negócios e Empresas

CIER DIVULGA RELATÓRIO DA PESQUISA DE TARIFAS ELÉTRICAS E LANÇA CONVOCAÇÃO PARA 2017
Emerson F. Tormann11:21

Edição 2017 da Pesquisa de Tarifas Elétricas em Distribuição para Clientes Regulados será lançada em fevereiro em toda a América Latina e Caribe


A Comissão de Integração Energética Regional (CIER) lançou o relatório com os principais resultados da Pesquisa de Tarifas Elétricas em Distribuição para Clientes Regulados do ano de 2016. O documento apresenta uma análise comparativa das tarifas atuais de 66 empresas de distribuição de energia elétrica em 14 países da América Latina e Caribe. Reunidas, essas empresas fornecem eletricidade a 70 milhões de clientes na Região e faturam 400 TWh/ano.

A participação na Pesquisa permite que as empresas acessem aos níveis tarifários de mais de 20 clientes típicos nos setores residenciais, comerciais e industriais de um número importante de empresas, além de informações sobre as tarifas sociais, os clientes livres, encargos tarifários e impostos aplicados. Os dados completos são enviados apenas às empresas participantes.

Trata-se de uma ferramenta de extrema importância na tomada de decisões das empresas, especialmente porque permite compreender o contexto do setor elétrico na Região, utilizando-se de dados comparativos para antecipar-se às mudanças e evoluir em consonâncias com as tendências deste mercado.



As empresas interessadas em participar da Pesquisa de Tarifas Elétricas em Distribuição para Clientes Regulados de 2017 devem preencher o formulário disponível no site da CIER entre os dias 6 de fevereiro e 17 de março. Afiliadas ao BRACIER possuem desconto na inscrição.

Dúvidas e esclarecimentos podem ser encaminhados à Virgínia Féola (CIER) pelo e-mail vfeola@cier.org, ou pelo telefone (+598) 2709 0611 (Uruguai).

Fonte: bracier.org.br

#Coworking Notícias