domingo, 23 de julho de 2017

WLBED 2017 - O presente e o futuro da Engenharia Diagnóstica
Emerson F. Tormann09:30

II Workshop Luso-Brasileiro de Engenharia Diagnóstica

Por Emerson Tormann

A cidade de Santos no Estado de São Paulo sediou um dos maiores eventos internacionais de Engenharia Diagnóstica dos últimos tempos no Brasil. A presença de renomados palestrantes e profundos conhecedores do assunto contribuem sobremaneira para o desenvolvimento do mercado de diagnósticos, perícias, patologias, desempenho e reabilitações das edificações.

O evento teve duração de dois dias, trouxe palestrantes nacionais e internacionais os quais dedicaram profundo conhecimento em prol do avanço da engenharia diagnóstica. São profissionais tarimbados compartilhando experiências com um público tão experiente quanto...

A Engenharia Diagnóstica em Edificações, segundo o especialista Tito Lívio Ferreira Gomide, trata das investigações científicas das patologias prediais, através de metodologias que possibilitem obter dados técnicos para a caracterização, análise, atestamento, apuração da causa ou prescrição do reparo para a patologia em estudo.

“Os temas são de grande interesse da sociedade, dos síndicos e das construtoras visto que nos últimos anos houve uma demanda crescente de processos judiciais decorrentes de falhas construtivas”, afirma o Dr. Mário Galvão Jr. - Engenheiro Civil e membro da Comissão de Estudo Perícias de Engenharia na Construção Civil da ABNT NBR 13752 (ABNT/CE-002:134.003).

Dentre os debatedores estavam Tito Lívio Ferreira Gomide, Jerônimo Cabral P. Fagundes Neto, Marco Antonio Gullo, José Carlos Gasparim e proporcionaram aos participantes o conhecimento da prática, da burocracia e dos elementos técnicos para a realização da perícia, segurança e durabilidade, normas de estrutura, anomalias e diagnóstico de construções em concreto armado.

Gullo-Cabral-Mario_Galvao-Gomide (foto: Emerson Tormann)
Gullo, Cabral, Galvão e Gomide (da esq. p/ dir.)

O curso, atualizado de acordo com o novo Código do Processo Civil, foi uma excelente oportunidade para a reciclagem de profissionais como engenheiros, arquitetos, advogados, técnicos e demais profissionais que queiram atuar como perito judicial ou assistente técnico junto ao Poder Judiciário e Ministério Público, por exemplo.

Os resultados dos diagnósticos são apresentados através dos respectivos laudos técnicos, decorrentes das cinco ferramentas diagnósticas tradicionais, representadas por consultorias, vistorias, inspeções, auditorias e perícias. Os laudos de Engenharia Diagnóstica servem para algumas finalidades, entre as quais estão aos estudos da qualidade técnica ou produção de provas periciais.

As provas periciais de Engenharia Diagnóstica visam a apuração da responsabilidade pela ocorrência da patologia predial, para que se possa indenizar as pessoas prejudicadas.

Além dos palestrantes e debatedores já citados, um time de peso esteve à frente das palestras e do curso. São eles:
  • Professores Antônio Bittencourt, Antonio Guilherme Menezes Braga, Luís Calado (Representante do Municipio de Santos), Eduardo Lafraia (Representante do Judiciário de Santos);
  • Prof. Fernando Branco (Técnico – Ulisboa)
  • Debatedor 1 – Jerônimo Cabral P. Fagundes Neto – J. Cabral e IE
  • Debatedor 2 – Marco Antonio Gullo – MG CONSULT e IE
  • Debatedor 3 – Antônio Guilherme Braga – AG Braga Engenharia e IE
  • Prof. Luís Calado (Técnico – Ulisboa) (Eurocódigos)
  • Debatedor 4 – Douglas Barreto – UFSCar
  • Debatedor 5 – Miriana Pereira Marques – Marques & Marques Engenharia e IE
  • Debatedor 6 – DIRETORIA IE
  • Prof. João Ramôa Correia (Técnico – Ulisboa)
  • Debatedor 7 – Tito Lívio Ferreira Gomide – Gabinete Gomide e IE
  • Debatedor 8 – José Carlos Gasparim e INBEC
  • Debatedor 9 – Stella Marys Della Flora – Gabinete Gomide e IE
  • Prof. Fernando Branco (Técnico – Ulisboa)
  • Prof. João Ramôa Correia (Técnico – Ulisboa)
  • Debatedor 10– Renato Sahade - RS Patologia das Construções e INBEC
  • Debatedor 11 - Luciano Gomide – Visto A
  • Debatedor 12 – Ricardo Lyra - IE
  • Prof. Fernando Branco (Técnico – Ulisboa)
  • Prof. João Ramôa Correia (Técnico – Ulisboa)
  • Prof. Luis Calado (Técnico – Ulisboa) 

Mais imagens do evento:











Santos / SP, 23 de julho de 2017

» Saiba mais sobre o II WORKSHOP LUSO-BRASILEIRO DE ENGENHARIA DIAGNÓSTICA

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Comissão de Estudo de Perícias de Engenharia na Construção Civil inicia os trabalhos de atualização da NBR 13752
Emerson F. Tormann15:20

A Comissão de Estudo de Perícias de Engenharia na Construção Civil (ABNT/CB-002) reuniu-se no dia 20 de julho de 2017, no auditório da sede do IBAPE SP, para reativar a ABNT/CE-002:134.003. O grupo irá discutir e revisar o texto-base do projeto de revisão da norma ABNT NBR 13752:1996 - Perícias de Engenharia na Construção Civil.

Comissão de Estudo de Perícias de Engenharia na Construção Civil

O IBAPE já havia protocolado em março deste ano a proposta de reativação da Comissão de Estudo  Perícias de Engenharia na Construção Civil da ABNT NBR 13752. A partir de hoje e durante os próximos meses, a Comissão de Estudos vai se dedicar à discussão e estabelecimento, por consenso, regras, diretrizes ou características para atualização da referida NBR.

Para isso, reuniões mensais serão realizadas, na sede do IBAPE. São convidados a participar especialistas em perícia e laudos periciais na área de engenharia. No Distrito Federal, o único representante e membro da comissão, é o Dr. Mário Galvão Jr. - Engenheiro Civil. Ele diz que “a revisão da norma vem em boa hora já que o número de processos judiciais envolvendo falhas construtivas e de manutenção nas edificações vêm crescendo nos últimos anos nos tribunais de justiça de todo o Brasil” - afirma.

No escopo da revisão está prevista a normalização no campo de perícias de engenharia na construção civil, no que concerne a terminologia, requisitos, procedimentos e diretrizes. Alguns dos tópicos debatidos na reunião foram:
  • Atividades técnicas e administrativas;
  • Exposição e motivos da convocação da CE;
  • Exposição do coordenador da CE;
  • Indicação do secretário da CE;
  • Planejamento dos trabalhos.

“Mesmo não sendo uma norma extensa, com apenas 8 páginas, ela requer muita atenção. Por isso, em dois anos aproximadamente teremos essa nova norma publicada”, prevê Mário Galvão, Diretor Técnico da Ponsi Consultoria em Obras Inteligentes e membro da ABNT/CB-002.

A comissão terá pela frente importante tarefa de atualizar norma com mais de 20 anos. E uma as dificuldades estão justamente em elencar as melhores ferramentas disponíveis atualmente no campo da perícia em engenharia. Para se ter uma idéia, a primeira versão da NBR 13752 levou aproximadamente 3 anos para ficar pronta.

De lá para cá, algumas legislações novas surgiram e outras foram atualizadas, além do aparecimento de novos recursos tecnológicos, materiais e ferramentas. Por exemplo, podemos citar o o surgimento da internet e todas as facilidades advindas dela, atualização do Código do Processo Civil, adoção de Câmaras de Arbitragem e Conciliação entre outras.

Todo o processo de atualização da norma segue um fluxo (ver figura abaixo) no qual é observada uma demanda e encaminhada para para o Programa de Normalização. Em seguida elabora-se o projeto, esse projeto vai para consulta pública e depois do resultado pode ser aprovada ou retorna à fase de projeto. Sendo assim, poderá levar até mais de dois anos essa atualização.


A Comissão de Estudo segue algumas regras para não fugir do escopo. Também tem um papel bem definido de acordo com as demandas apresentadas. E tudo isso será coordenado pelo Eng. Frederico Correia Lima - Presidente do IBAPE Nacional. Já a Superintendência do CB-002 fica a cargo do Eng. Salvador Benevides.


Entre os participantes estão o Eng. Arival Cidade – Presidente do Conselho, Eng. Octavio Galvão Neto – Membro do Conselho e Coordenador da Norma de Pericias do IBAPE SP e a Chefe da Secretaria Executiva ABNT/CB 002, Rose Lima.

Para maiores informações, entre em contato com a Chefia da Secretaria Técnica-Executiva do Comitê Brasileiro da Construção Civil pelos fones (11) 3334-5620 ou (11) 99205-4922. Ou e-mail cb002@sindusconsp.com.br

Da redação por Emerson Tormann.

terça-feira, 4 de julho de 2017

O MERCADO CONDOMINIAL E A PELEJA DO SÍNDICO PROFISSIONAL
Emerson F. Tormann09:51

Por Emerson Tormann
Foto: Emerson Tormann

Desde o dia em que as pessoas passaram a se organizar em grupos e viver em sociedade, há a necessidade de ter um líder, uma voz que fale por todos. Além disso, surgiu um novo estilo de vida no qual o "condomínio" passou a ser o centro da questão. Logo, o condomínio edilício é fator preponderante no desenvolvimento urbano.

Não se pretende aqui adentrar em detalhes históricos de como as cidades se organizaram. Nem mesmo a origem dos condomínios, da posse de terras ou do direito à propriedade. Vamos direto ao modelo atual de negócios imobiliários em que a indústria da construção civil entrega aos cidadãos empreendimentos conhecidos como condomínios. Principalmente os edifícios ou prédios comumente denominados condomínios verticais.

O condomínio nasce no momento em que a construtora registra o CNPJ, emite o documento de recebimento da obra e nomeia o primeiro síndico. A partir daí começam as preocupações do representante legal do condomínio. É a esse evento que devemos prestar muita atenção. Se é a construtora quem indica seus pares, se é ela quem apresenta os documentos e regras de funcionamento do condomínio, o que podemos esperar dessas relações que caracterizam os condomínios?

Bem, de fato é extremamente complexo e delicado, do ponto de vista ético, para o primeiro síndico, administrar o condomínio em nome da construtora e em nome dos proprietários. Ou seja, defender os interesses da coletividade e, ao mesmo tempo, os interesses da construtora. Isso é altamente perigoso. Pois é aí que começam os problemas e a queda de braço entre proprietários (clientes) e a construtora (vendedor). Nasce, em meio a essa relação de consumo, a figura distorcida do síndico.

Vejam o imbróglio em que se encontra o gestor condominial. Observem a confusão que isso pode gerar quando a gangorra pende mais para um lado do que para o outro. Aí se inicia uma batalha. Esse é o verdadeiro problema a ser enfrentado. Essa é a tal peleja a que se refere o título desse artigo. E é nisso que devemos nos concentrar quando pretendemos lançar o perfil do Síndico Profissional no Mercado Condominial.

Esse novo administrador deveria buscar orientação ou assessoria contábil, jurídica, de engenharia, entre outras, de forma TOTALMENTE independente. Deveria revisar desde a convenção do condomínio, regulamento interno, manuais de propriedade, normas técnicas, até contratos e demais documentos entregues pela construtora. E entregá-los, todos esses documentos, aos profissionais independentes de cada área para análise e posterior adequação à realidade do condomínio. Só isso já eliminaria alguns vícios observados na maioria dos condomínios com menos de 5 anos.

O que se quer com isso, é tornar o profissional de administração condominial, ou síndico, livre da influência ameaçadora da indústria da construção civil. Imune à possibilidade de ser seduzido pelo capital e corrompido pela construtora, tornando-se fiel protetor daquele que o colocou ali. O que se pretende é minimizar o efeito nocivo dá má administração condominial na qual o síndico não leva a sério a responsabilidade que tem de zelar e preservar a integridade da edificação. Faz tudo, em comum acordo com seu "sócio" construtor, para garantir que a conta das falhas ou inconformidades sejam pagas pelos moradores. Aqueles que ele deveria defender. Afinal o condomínio é um bem de todos...

A qualidade das construções é amplamente discutida em jornais, revistas, na internet, em programas de TV e rádio de modo geral. Infelizmente, na maioria das vezes, é a má qualidade que se observa. E foi por esse motivo que em 2013 publicou-se a Norma de Desempenho das Edificações - NBR 15575 da ABNT e posteriormente a NBR 16280. Justamente para garantir que a construtora entregue um imóvel de qualidade satisfatória ao mesmo tempo em que obriga o síndico a ter mais cuidado com a edificação.

Mesmo assim. o que se tem visto são prédios repletos de defeitos. Mal acabados e cheios de vícios construtivos. Em outras palavras, é a essência do capitalismo exacerbada para se obter o maior lucro possível. Mesmo que para isso se tenha que quebrar algumas regras básicas de moral e ética. E nesse clima o mercado condominial avança insustentavelmente. Deixando sobre os ombros do síndico a terrível responsabilidade de tomar conta do patrimônio alheio e sob a tutela de quem manda no negócio: a própria construtora.

É o retrato de um ambiente pérfido no qual estão mancomunados construtores, engenheiros, advogados, imobiliárias, corretores de imóveis e, por fim, síndicos e administradores que defendem-se mutuamente. Uma cultura arraigada a dezenas de anos e que se assemelha muito ao que era a máfia no século passado. O que torna o mercado imobiliário e a indústria da construção civil ainda mais insustentável...

E para se ter uma ideia de como são as relações entre síndicos e construtora, e vice-versa imagine a seguinte situação: um condomínio em que boa parte dos imóveis ainda são de propriedade da construtora e o síndico é seu aliado. Quem decide o quê nas assembleias condominiais? Quem aprova obras e taxas extras numa situação como essa? De quem será a conta já que via de regra a construtora tem sempre a maioria dos votos? Quem decidirá sobre o que é falha construtiva e defeito de manutenção? Se são os próprios engenheiros da construtora que orientam o síndico, é evidente que não assumirão responsabilidade alguma sobre os defeitos da edificação.

Ora amigos, é fácil entender porquê é tão difícil encontrar nos condomínios técnicos e engenheiros que defendem o síndico é o próprio condomínio. As construtoras oferecem todo o suporte de que o síndico precisa para "administrar" e organizar a documentação das manutenções preventivas e corretivas. E quando esse síndico é pressionado a contratar equipes de profissionais independentes por alguns moradores, que percebem o enrosco, é que vem à tona a serviço de quem está o síndico...

O resultado disso é o desperdício de milhões de reais com obras de engenharia para corrigir defeitos deixados pelos construtores, com processos judiciais que se estendem por anos e com tratamentos médicos e psicológicos para as pessoas que adoecem em função de tantos defeitos na edificação. Isso se porventura não vierem ao óbito em decorrência de acidentes causados por explosões e desabamentos. E isso gera ainda mais desgaste humano e desperdício tendo que recorrer às seguradoras para repor parte do que foi destruído já que as vidas não serão recuperadas e tampouco tem preço...

Portanto, é de suma importância que se regulamente a Profissão de Síndico. Que se apresente um código de ética no qual o síndico jamais poderá ser indicado pela construtora. Um mercado em que o processo de criação do condomínio passe a ser regrado independentemente. Um mercado em que o Síndico Profissional é contratado através de sorteio ou concurso público. Evitando-se conflitos de interesse e falta total de princípios básicos de boa conduta. Evitando-se que seja o síndico o único culpado pelos desmandos das construtoras. Evitando-se que esse cidadão responda sozinho civil e criminalmente enquanto a construtora sai ilesa e continue seu ciclo vicioso...

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Crise política começa a reduzir projeções de consumo de eletricidade em 2017
Emerson F. Tormann20:40

O consumo de eletricidade no Brasil deve crescer em 2017 após dois anos consecutivos de queda em meio à recessão do país, mas o agravamento da crise política começa a reduzir projeções de especialistas quanto à evolução da demanda, disseram à Reuters comercializadores de energia e consultorias.

Enquanto a estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE) previa em maio uma alta de 2,1 por cento no consumo em relação a 2016, alguns já começam a trabalhar com cenários menos otimistas, como a Thymos Energia, que espera elevação de 1,5 por cento a 2 por cento.

"As expectativas que nortearão este aumento ainda estão incertas. Isso porque a continuidade da crise econômica e política, com os consumidores residenciais assolados por redução salarial, alto endividamento e efeitos das bandeiras tarifárias, inibe o consumo", avaliou a Thymos em nota à Reuters.

Na comercializadora FDR Energia, o pessimismo é um pouco maior, e a projeção foi revisada após os últimos acontecimentos políticos no Brasil, para crescimento de apenas 1 por cento no ano.

"Já estava apresentando uma retomada gradativa para o segundo semestre e agora na medida que esse crescimento não se realiza, o consumo fica estagnado, mês após mês vai descolando da nossa expectativa", disse o diretor da FDR, Erik Azevedo.

A comercializadora Ecom Energia também revisou seus números após as acusações dos donos da empresa de alimentos JBS contra o presidente Michel Temer, que renovaram as preocupações com a cena política desde meados de maio. A empresa espera alta de 1,58 por cento na carga de energia do Brasil em 2017, ante estimativa oficial de 2,7 por cento da EPE.

A carga representa a soma do consumo de eletricidade com as perdas de energia na rede.

"Em nossa visão, os recentes acontecimentos políticos impactarão de maneira negativa a retomada do crescimento econômico prevista para o segundo semestre, e consequentemente resultarão num consumo de energia menor que o esperado", disse a Ecom em nota.

Para a elétrica CPFL Energia, ocorrerá uma alta de 1,76 por cento no consumo frente a 2016, com impacto positivo do agronegócio. A projeção leva em consideração um crescimento de 0,5 por cento no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2017.

No último boletim Focus, do Banco Central, divulgado na segunda-feira, especialistas estimaram alta de 0,4 por cento do PIB brasileiro neste ano.

No acumulado de janeiro a maio, o consumo de eletricidade apresentou alta de 0,8 pro cento na comparação com os mesmos meses de 2016, segundo dado da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).


Sem unanimidade


Apesar de algumas previsões já apontarem para crescimento do consumo de eletricidade abaixo do estimado anteriormente em 2017, algumas comercializadoras têm mantido seus números, com expectativa de que os últimos acontecimentos não tenham um impacto tão imediato no setor elétrico.

O presidente da comercializadora Comerc, Cristopher Vlavianos, projeta uma alta de quase 3 por cento no consumo, devido a uma perspectiva de estabilização da demanda industrial e cenários melhores nos segmentos comercial e residencial.

A Safira Energia também acredita que eventuais impactos dos problemas políticos brasileiros não terão efeito instantâneo.

Segundo o analista de mercado da Safira, Lucas Rodrigues, o consumo deve crescer 2,1 por cento no ano com ajuda da demanda de clientes no mercado livre de eletricidade, onde grandes consumidores podem negociar contratos diretamente com geradores e comercializadoras.

Por outro lado, há quem aposte até em queda no consumo neste ano. A comercializadora Bolt Energias esperava um crescimento de 0,5 por cento no consumo em 2017, mas após as novas notícias da crise política o número foi revisto, e a empresa agora espera queda de 1,5 por cento na comparação com o ano passado.

Lais Martins com reportagem adicional de Luciano Costa
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quinta-feira, 1 de junho de 2017

Consumo de energia elétrica no Brasil cai 0,4% entre 1° e 23 de maio, diz CCEE
Emerson F. Tormann19:36

O consumo de eletricidade no Brasil apresentou retração de 0,4 por cento entre 1° e 23 de maio, quando na comparação com o mesmo período do ano anterior, informou nesta sexta-feira a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

No mercado regulado, em que o consumidor é atendido pelas distribuidoras de energia, houve queda de 5,4 por cento devido à migração de clientes para o mercado livre de eletricidade, onde eles podem negociar contratos diretamente com geradores. Desconsiderado esse efeito, o consumo teria subido 1 por cento, disse a CCEE.

Luciano Costa
Fonte: Reuters

quinta-feira, 30 de março de 2017

Consumidores de energia elétrica terão desconto na tarifa em abril
Emerson F. Tormann19:36

Em abril, os consumidores de energia elétrica terão um desconto na tarifa, por causa da devolução dos valores cobrados a mais no ano passado.


Conta de luz: percentuais de redução que serão aplicados em abril vão de 0,95% a 19,47% (Foto:Arquivo/Agência Brasil)


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o processo extraordinário de ajuste nas tarifas de 90 distribuidoras do país. Os percentuais de redução na tarifa que será aplicada em abril variam de 0,95% a 19,47%.

Vai haver devolução porque o custo da energia proveniente da termelétrica de Angra 3 foi incluído nas tarifas do ano passado, mas a energia não chegou a ser usada porque a usina não entrou em operação. O valor total a ser devolvido será de R$ 900 milhões.

Anteriormente, a Aneel havia dito que o valor da devolução poderia chegar a R$ 1,8 bilhão, mas o cálculo foi reduzido porque nem todas as distribuidoras haviam cobrado os valores a mais em 2016, já que o montante foi incluído no processo de reajuste de cada concessionária, de acordo com o seu aniversário tarifário.

Como será a devolução

O procedimento de devolução dos recursos terá duas etapas. Na primeira, durante o mês de abril, a tarifa será reduzida para reverter os valores de Angra 3 incluídos desde o processo tarifário anterior e, ao mesmo tempo, deixará de considerar o custo futuro do Encargo de Energia de Reserva (EER) desta usina.

Na segunda etapa, que começa em 1º de maio e permanece até o próximo processo tarifário de cada distribuidora, a tarifa apenas deixará de incluir o EER de Angra 3.

A Aneel também determinou que as distribuidoras incluam um texto padronizado nas faturas de abril e maio de 2017 para informar os consumidores sobre o processo de ajuste. As concessionárias também devem usar outros meios de comunicação para divulgar o movimento tarifário.

Confira qual será a redução de cada distribuidora no mês de abril:

  • AES SUL -13,76%
  • AME -5,05%
  • AMPLA -13,36%
  • BANDEIRANTE -6,95%
  • BRAGANTINA -12,69%
  • CAIUA -14,49%
  • CEA -5,03%
  • CEAL -7,66%
  • CEB-DIS -5,92%
  • CEDRAP -1,38%
  • CEDRI -2,67%
  • CEEE-D -5,96%
  • CEJAMA -3,72%
  • CELESC-DIS -8,51%
  • CELG-D -6,30%
  • CELPA -7,38%
  • CELPE -15,31%
  • CEMAR -7,33%
  • CEMIG-D -10,61%
  • CEPISA -7,01%
  • CEPRAG -1,34%
  • CERAÇÁ -2,62%
  • CERAL ANITAPOLIS -1,14%
  • CERAL DIS -5,66%
  • CERBRANORTE -4,79%
  • CEREJ -2,22%
  • CERGAL -3,27%
  • CERGAPA -2,32%
  • CERGRAL -2,95%
  • CERILUZ -2,55%
  • CERIM -2,69%
  • CERMC -3,44%
  • CERMISSÕES -3,11%
  • CERMOFUL -2,51%
  • CERON -4,74%
  • CERPALO -2,08%
  • CERSUL -3,49%
  • CERTEL -4,57%
  • CERTREL -0,95%
  • CETRIL -2,92%
  • CFLO -10,72%
  • CHESP -4,45%
  • CNEE -14,19%
  • COCEL -10,70%
  • COELBA -15,46%
  • COELCE -13,95%
  • COOPERA -4,26%
  • COOPERALIANÇA -7,49%
  • COOPERCOCAL -2,52%
  • COOPERLUZ -1,91%
  • COOPERMILA -4,38%
  • COORSEL -2,17%
  • COPEL-D -11,88%
  • COPREL -4,26%
  • COSERN -16,66%
  • CPFL JAGUARI -16,49%
  • CPFL LESTE PAULISTA -14,81%
  • CPFL MOCOCA -14,71%
  • CPFL PAULISTA -15,28%
  • CPFL PIRATININGA -6,80%
  • CPFL SANTA CRUZ -13,41%
  • CPFL SUL PAULISTA -14,29%
  • CRELUZ-D -1,73%
  • CRERAL -2,47%
  • DEMEI -10,11%
  • DMED -7,09%
  • EBO -19,47%
  • EDEVP -14,23%
  • EFLJC -7,21%
  • EFLUL -6,75%
  • ELEKTRO -8,89%
  • ELETROACRE -4,10%
  • ELETROCAR -9,32%
  • ELETROPAULO -12,44%
  • ELFSM -8,00%
  • EMG -9,85%
  • EMS -13,81%
  • EMT -13,17%
  • ENF -9,34%
  • EPB -8,84%
  • ESCELSA -10,37%
  • ESE -15,36%
  • ETO -8,90%
  • FORCEL -7,34%
  • HIDROPAN -8,40%
  • IENERGIA -8,93%
  • LIGHT -5,35%
  • MUXFELDT -9,90%
  • RGE -10,89%
  • UHENPAL -10,22%

Fonte: Fato Online
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Aneel explica aumentos e reduções das tarifas de energia
Emerson F. Tormann00:56



Nos últimos anos, o consumidor viu a conta de luz ter um comportamento difícil de compreender. Em 2013, ela caiu 20%. Dois anos depois, subiu 50% e, em 2016, desceu 10%. Para este ano, a tendência é de redução, mas de menor intensidade. Por que as tarifas de energia variam tanto e são tão caras?

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, explica que a tarifa de energia é composta de vários itens, como a cesta básica. Um exemplo: a queda do preço do arroz e do açúcar pode ser anulada pelo aumento do custo do feijão e do café. A mesma coisa ocorre com a conta de luz.

“Como o valor de cada item muitas vezes varia para cima ou para baixo, o mesmo acontece com a tarifa final”, explica Rufino. Uma vez por ano, a Aneel calcula o reajuste de cada distribuidora de energia. Cada concessionária tem uma data estabelecida. A Eletropaulo, por exemplo, passa por revisão no mês de julho.

Nessa data, a agência levanta os custos de geração, que as mais diversas usinas têm para produzir eletricidade, como hidrelétricas, eólicas e térmicas. A Aneel também calcula os custos de transmissão, de chegar até cada município, pois, às vezes, as usinas estão instaladas a milhares de quilômetros das regiões de consumo.

Além disso, a agência orça os gastos para que a energia chegue aos bairros, através dos postes em frente às casas de cada cliente. São os chamados custos de distribuição.

Também integram as tarifas de energia os encargos setoriais. Os encargos funcionam como uma taxa que arrecada dinheiro para que o governo possa arcar com programas sociais e subsídios a diversos setores, como a população de baixa renda, agricultura, irrigação e fontes de geração limpas, como eólicas e solares.

Depois de levantar todos esses custos, o governo ainda inclui a cobrança de impostos como o ICMS, que vai para Estados e municípios, e o PIS/Cofins, para a União. Na média, a alíquota desses dois impostos chega a 26%, mas ela pode ser menor ou maior.

No caso da Light, distribuidora que atende consumidores do Rio, os impostos têm um peso de 32% na conta de luz. “Chama a atenção também a carga tributária, que historicamente pressiona o preço da energia de maneira muito significativa”, disse Rufino.

O diretor-geral destacou, no entanto, que embora a tarifa tenha oscilado muito nos últimos cinco anos, num horizonte maior, de dez anos, é possível perceber que ela teve comportamento muito próximo de dois dos principais indexadores que medem inflação, o IPCA e IGP-M. “Não há uma explosão tarifária. É claro que há uma oscilação.”

ImpostosPara o coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) da UFRJ, Nivalde de Castro, a carga tributária explica o alto custo das tarifas. “Com quase todo o País conectado, a melhor maneira de cobrar imposto é sobre a energia. É como o imposto do sal no passado”, afirmou.

Parte do aumento da conta de luz pode ser atribuída ao fracasso do programa de desconto lançado pela ex-presidente Dilma Rousseff. Em 2012, o governo reduziu em 20% os custos de geração e transmissão de energia, mas se comprometeu a pagar indenizações bilionárias às empresas. A promessa não foi cumprida e as indenizações ainda encarecem as contas.

Para a advogada Mariana Amin, que atua em casos do setor elétrico para entidades de consumidores (Anace) e da indústria (Abiquim), a medida foi um desastre. “As tarifas hoje são fruto de desmandos e de políticas eleitoreiras do passado”, afirmou.

fonte: Agência Estado
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quarta-feira, 15 de março de 2017

Valor pago indevidamente pela receita de Angra 3 será devolvido imediatamente ao consumidor Anúncio foi feito pela Aneel nesta terça-feira, 14. Devolução terá impacto médio de 1,2%
Emerson F. Tormann01:18


A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica vai determinar a devolução imediata ao consumidor dos valores pagos até agora pela inclusão indevida na tarifa em 2016 de R$ 1,8 bilhão referente à cobrança pela geração de Angra 3. A decisão anunciada pelo diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, levará a uma redução média na tarifa de 1,2% para cada mês pago pelo consumidor.

A devolução será oficializada na reunião pública semanal do dia 28 de março, quando a diretoria vai deliberar sobre a retirada da cobrança por todas as concessionárias de distribuição, sem aguardar o processo tarifário de cada uma delas. De imediato, as tarifas em vigor passarão a refletir a exclusão do encargo, e a previsão da agência é de que o valor que pago seja devolvido entre abril e maio, de acordo com o ciclo de faturamento de cada empresa, já corrigido pela Selic.

“Sabidamente, e infelizmente, houve um equívoco”, reconheceu Rufino, ao se referir à inclusão do custo da receita fixa de Angra 3 no Encargo de Energia de Reserva, sem que a usina tenha entrado em operação. O diretor destacou que a decisão da Aneel é uma forma de prestação de contas ao consumidor.

O R$ 1,8 bilhão que seria pago ao longo do ciclo tarifário 2016/2017 não foi cobrado integralmente. No caso da Light, por exemplo, que teve o reajuste em novembro do ano passado, o valor foi incluído em apenas três dos doze meses do período de vigência da tarifa.

“Todos sabem da complexidade de um processo tarifário. E, via de regra, a tarifa reflete uma previsão do que vai acontecer nos próximos 12 meses”, justificou Rufino, antes de destacar que o processo tarifário é robusto o suficiente para que, na ocorrência de equívocos, eles possam ser corrigidos automaticamente no processo tarifário subsequente.

Ele explicou que o valor foi incluído porque havia previsão da entrada em operação da usina no ano passado. As obras de Angra 3 estão paralisadas desde 2015. Para o diretor André Pepitone, o consumidor de energia não foi prejudicado porque o valor seria necessariamente devolvido à tarifa com a correção prevista.

Fonte: UDOP

domingo, 19 de fevereiro de 2017

JA Solar irá fornecer 300MW de módulos solares para projetos da Enel Green Power no Brasil
Emerson F. Tormann22:41


Fabricante de módulos solares baseados na China, JA Solar, garantiu uma ordem de compra para fornecer projetos de energia solar, desenvolvidos pela Enel Green Power localizada no Brasil.

De acordo om relatos da assessoria de imprensa, a fabricante chinesa vai fornecer 300 megawatts de módulos fotovoltaicos para instalação em projetos da Enel Green Power protegidos posteriormente por meio de leilões competitivos no Brasil.

Não ficou claro em qual projeto estes módulos seriam instalados. Talvez sejam parte do maior projeto de energia solar na América do Sul. A Enel Green Power Brasil Participações está trabalhando em um projeto de energia solar de 292 megawatt no Piauí.

A empresa anunciou recentemente que proporcionará rastreadores de eixo-simples para instalação na usina da Soltec. A Enel começou a construção do projeto de energia solar do Piauí no ano passado. O projeto deverá exigir um investimento total de US $ 300 milhões e gerar mais de 600 gigawatt-hora de eletricidade anualmente. A expectativa é de que o projeto esteja operacional no segundo semestre deste ano.

A Enel já opera um projeto de energia solar de 11 megawatts no Brasil e também está trabalhando em outro projeto de 254 megawatt. Juntos, esses três projetos terão uma capacidade instalada de mais de 550 megawatts. A Enel entrou em acordos de longo prazo para a venda de energia elétrica de todos estes projetos.

Fonte: GreenTech com tradução de Emerson Tormann

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Bandeiras tarifárias terão novos valores neste ano
Emerson F. Tormann09:06

Aneel desvincula adicional do PLD, reduzindo patamar 2 da bandeira vermelha

As bandeiras tarifárias que são aplicadas nas contas de luz terão novos valores neste ano. A bandeira amarela vai passar de R$ 1,50 para R$ 2 a cada 100 quilowatts/hora (kWh) consumidos. A bandeira vermelha patamar 1 fica inalterada, em R$ 3 para cada 100 kWh , e o valor da bandeira vermelha patamar 2 cairá de R$ 4,50 para R$ 3,50 a cada 100 kWh.

Os novos valores foram aprovados hoje (14) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A proposta recebeu contribuições por meio de audiência pública. As distribuidoras pleitearam a criação de novo patamar de bandeira amarela, mas o relator entendeu que a estrutura atual é a mais adequada.

“Além do aspecto econômico, o sistema de bandeiras tarifárias tem caráter educativo, e é uma forma transparente de comunicar aos consumidores que as condições de geração de energia elétrica no país estão menos favoráveis, no caso de bandeira amarela, ou mais custosas, de acordo com o patamar de bandeira vermelha que é acionado”, explicou José Jurhosa, diretor da Aneel e relator da proposta.

Os valores das bandeiras tarifárias são revisados a cada ano, de acordo com as variações de custo de energia. Desde dezembro do ano passado, a bandeira tarifária aplicada nas contas de luz é a verde, ou seja, sem cobrança extra para os consumidores.

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 como forma de recompor os gastos extras com a utilização de energia de usinas termelétricas, que é mais cara do que a de hidrelétricas. A cor da bandeira que é impressa na conta de luz (vermelha, amarela ou verde) indica o custo da energia, em função das condições de geração de eletricidade. Quando chove menos, por exemplo, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no país.

Risco hidrológico

A Aneel decidiu hoje abrir nova audiência pública para para discutir como o aumento do risco hidrológico deste ano será repassado para as tarifas dos consumidores. A expectativa da Aneel é que o custo desse risco, que reflete a falta de chuvas e a geração menor de energia pelas hidrelétricas, e não é coberto com a bandeira tarifária, possa chegar a R$ 5 bilhões neste ano, o que pode significar um impacto de 2,5% nas tarifas de energia.

De acordo com a Aneel, este não será um custo novo para os consumidores, apenas será aplicado nos reajustes das tarifas deste ano, em vez de entrar apenas no ano que vem, com correção pela taxa Selic.
Fonte: EBC

DANNTEC ENGENHARIA