quarta-feira, 21 de junho de 2017

Crise política começa a reduzir projeções de consumo de eletricidade em 2017
Emerson F. Tormann20:40

O consumo de eletricidade no Brasil deve crescer em 2017 após dois anos consecutivos de queda em meio à recessão do país, mas o agravamento da crise política começa a reduzir projeções de especialistas quanto à evolução da demanda, disseram à Reuters comercializadores de energia e consultorias.

Enquanto a estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE) previa em maio uma alta de 2,1 por cento no consumo em relação a 2016, alguns já começam a trabalhar com cenários menos otimistas, como a Thymos Energia, que espera elevação de 1,5 por cento a 2 por cento.

"As expectativas que nortearão este aumento ainda estão incertas. Isso porque a continuidade da crise econômica e política, com os consumidores residenciais assolados por redução salarial, alto endividamento e efeitos das bandeiras tarifárias, inibe o consumo", avaliou a Thymos em nota à Reuters.

Na comercializadora FDR Energia, o pessimismo é um pouco maior, e a projeção foi revisada após os últimos acontecimentos políticos no Brasil, para crescimento de apenas 1 por cento no ano.

"Já estava apresentando uma retomada gradativa para o segundo semestre e agora na medida que esse crescimento não se realiza, o consumo fica estagnado, mês após mês vai descolando da nossa expectativa", disse o diretor da FDR, Erik Azevedo.

A comercializadora Ecom Energia também revisou seus números após as acusações dos donos da empresa de alimentos JBS contra o presidente Michel Temer, que renovaram as preocupações com a cena política desde meados de maio. A empresa espera alta de 1,58 por cento na carga de energia do Brasil em 2017, ante estimativa oficial de 2,7 por cento da EPE.

A carga representa a soma do consumo de eletricidade com as perdas de energia na rede.

"Em nossa visão, os recentes acontecimentos políticos impactarão de maneira negativa a retomada do crescimento econômico prevista para o segundo semestre, e consequentemente resultarão num consumo de energia menor que o esperado", disse a Ecom em nota.

Para a elétrica CPFL Energia, ocorrerá uma alta de 1,76 por cento no consumo frente a 2016, com impacto positivo do agronegócio. A projeção leva em consideração um crescimento de 0,5 por cento no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2017.

No último boletim Focus, do Banco Central, divulgado na segunda-feira, especialistas estimaram alta de 0,4 por cento do PIB brasileiro neste ano.

No acumulado de janeiro a maio, o consumo de eletricidade apresentou alta de 0,8 pro cento na comparação com os mesmos meses de 2016, segundo dado da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).


Sem unanimidade


Apesar de algumas previsões já apontarem para crescimento do consumo de eletricidade abaixo do estimado anteriormente em 2017, algumas comercializadoras têm mantido seus números, com expectativa de que os últimos acontecimentos não tenham um impacto tão imediato no setor elétrico.

O presidente da comercializadora Comerc, Cristopher Vlavianos, projeta uma alta de quase 3 por cento no consumo, devido a uma perspectiva de estabilização da demanda industrial e cenários melhores nos segmentos comercial e residencial.

A Safira Energia também acredita que eventuais impactos dos problemas políticos brasileiros não terão efeito instantâneo.

Segundo o analista de mercado da Safira, Lucas Rodrigues, o consumo deve crescer 2,1 por cento no ano com ajuda da demanda de clientes no mercado livre de eletricidade, onde grandes consumidores podem negociar contratos diretamente com geradores e comercializadoras.

Por outro lado, há quem aposte até em queda no consumo neste ano. A comercializadora Bolt Energias esperava um crescimento de 0,5 por cento no consumo em 2017, mas após as novas notícias da crise política o número foi revisto, e a empresa agora espera queda de 1,5 por cento na comparação com o ano passado.

Lais Martins com reportagem adicional de Luciano Costa
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quinta-feira, 1 de junho de 2017

Consumo de energia elétrica no Brasil cai 0,4% entre 1° e 23 de maio, diz CCEE
Emerson F. Tormann19:36

O consumo de eletricidade no Brasil apresentou retração de 0,4 por cento entre 1° e 23 de maio, quando na comparação com o mesmo período do ano anterior, informou nesta sexta-feira a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

No mercado regulado, em que o consumidor é atendido pelas distribuidoras de energia, houve queda de 5,4 por cento devido à migração de clientes para o mercado livre de eletricidade, onde eles podem negociar contratos diretamente com geradores. Desconsiderado esse efeito, o consumo teria subido 1 por cento, disse a CCEE.

Luciano Costa
Fonte: Reuters

quinta-feira, 30 de março de 2017

Consumidores de energia elétrica terão desconto na tarifa em abril
Emerson F. Tormann19:36

Em abril, os consumidores de energia elétrica terão um desconto na tarifa, por causa da devolução dos valores cobrados a mais no ano passado.


Conta de luz: percentuais de redução que serão aplicados em abril vão de 0,95% a 19,47% (Foto:Arquivo/Agência Brasil)


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o processo extraordinário de ajuste nas tarifas de 90 distribuidoras do país. Os percentuais de redução na tarifa que será aplicada em abril variam de 0,95% a 19,47%.

Vai haver devolução porque o custo da energia proveniente da termelétrica de Angra 3 foi incluído nas tarifas do ano passado, mas a energia não chegou a ser usada porque a usina não entrou em operação. O valor total a ser devolvido será de R$ 900 milhões.

Anteriormente, a Aneel havia dito que o valor da devolução poderia chegar a R$ 1,8 bilhão, mas o cálculo foi reduzido porque nem todas as distribuidoras haviam cobrado os valores a mais em 2016, já que o montante foi incluído no processo de reajuste de cada concessionária, de acordo com o seu aniversário tarifário.

Como será a devolução

O procedimento de devolução dos recursos terá duas etapas. Na primeira, durante o mês de abril, a tarifa será reduzida para reverter os valores de Angra 3 incluídos desde o processo tarifário anterior e, ao mesmo tempo, deixará de considerar o custo futuro do Encargo de Energia de Reserva (EER) desta usina.

Na segunda etapa, que começa em 1º de maio e permanece até o próximo processo tarifário de cada distribuidora, a tarifa apenas deixará de incluir o EER de Angra 3.

A Aneel também determinou que as distribuidoras incluam um texto padronizado nas faturas de abril e maio de 2017 para informar os consumidores sobre o processo de ajuste. As concessionárias também devem usar outros meios de comunicação para divulgar o movimento tarifário.

Confira qual será a redução de cada distribuidora no mês de abril:

  • AES SUL -13,76%
  • AME -5,05%
  • AMPLA -13,36%
  • BANDEIRANTE -6,95%
  • BRAGANTINA -12,69%
  • CAIUA -14,49%
  • CEA -5,03%
  • CEAL -7,66%
  • CEB-DIS -5,92%
  • CEDRAP -1,38%
  • CEDRI -2,67%
  • CEEE-D -5,96%
  • CEJAMA -3,72%
  • CELESC-DIS -8,51%
  • CELG-D -6,30%
  • CELPA -7,38%
  • CELPE -15,31%
  • CEMAR -7,33%
  • CEMIG-D -10,61%
  • CEPISA -7,01%
  • CEPRAG -1,34%
  • CERAÇÁ -2,62%
  • CERAL ANITAPOLIS -1,14%
  • CERAL DIS -5,66%
  • CERBRANORTE -4,79%
  • CEREJ -2,22%
  • CERGAL -3,27%
  • CERGAPA -2,32%
  • CERGRAL -2,95%
  • CERILUZ -2,55%
  • CERIM -2,69%
  • CERMC -3,44%
  • CERMISSÕES -3,11%
  • CERMOFUL -2,51%
  • CERON -4,74%
  • CERPALO -2,08%
  • CERSUL -3,49%
  • CERTEL -4,57%
  • CERTREL -0,95%
  • CETRIL -2,92%
  • CFLO -10,72%
  • CHESP -4,45%
  • CNEE -14,19%
  • COCEL -10,70%
  • COELBA -15,46%
  • COELCE -13,95%
  • COOPERA -4,26%
  • COOPERALIANÇA -7,49%
  • COOPERCOCAL -2,52%
  • COOPERLUZ -1,91%
  • COOPERMILA -4,38%
  • COORSEL -2,17%
  • COPEL-D -11,88%
  • COPREL -4,26%
  • COSERN -16,66%
  • CPFL JAGUARI -16,49%
  • CPFL LESTE PAULISTA -14,81%
  • CPFL MOCOCA -14,71%
  • CPFL PAULISTA -15,28%
  • CPFL PIRATININGA -6,80%
  • CPFL SANTA CRUZ -13,41%
  • CPFL SUL PAULISTA -14,29%
  • CRELUZ-D -1,73%
  • CRERAL -2,47%
  • DEMEI -10,11%
  • DMED -7,09%
  • EBO -19,47%
  • EDEVP -14,23%
  • EFLJC -7,21%
  • EFLUL -6,75%
  • ELEKTRO -8,89%
  • ELETROACRE -4,10%
  • ELETROCAR -9,32%
  • ELETROPAULO -12,44%
  • ELFSM -8,00%
  • EMG -9,85%
  • EMS -13,81%
  • EMT -13,17%
  • ENF -9,34%
  • EPB -8,84%
  • ESCELSA -10,37%
  • ESE -15,36%
  • ETO -8,90%
  • FORCEL -7,34%
  • HIDROPAN -8,40%
  • IENERGIA -8,93%
  • LIGHT -5,35%
  • MUXFELDT -9,90%
  • RGE -10,89%
  • UHENPAL -10,22%

Fonte: Fato Online
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Aneel explica aumentos e reduções das tarifas de energia
Emerson F. Tormann00:56



Nos últimos anos, o consumidor viu a conta de luz ter um comportamento difícil de compreender. Em 2013, ela caiu 20%. Dois anos depois, subiu 50% e, em 2016, desceu 10%. Para este ano, a tendência é de redução, mas de menor intensidade. Por que as tarifas de energia variam tanto e são tão caras?

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, explica que a tarifa de energia é composta de vários itens, como a cesta básica. Um exemplo: a queda do preço do arroz e do açúcar pode ser anulada pelo aumento do custo do feijão e do café. A mesma coisa ocorre com a conta de luz.

“Como o valor de cada item muitas vezes varia para cima ou para baixo, o mesmo acontece com a tarifa final”, explica Rufino. Uma vez por ano, a Aneel calcula o reajuste de cada distribuidora de energia. Cada concessionária tem uma data estabelecida. A Eletropaulo, por exemplo, passa por revisão no mês de julho.

Nessa data, a agência levanta os custos de geração, que as mais diversas usinas têm para produzir eletricidade, como hidrelétricas, eólicas e térmicas. A Aneel também calcula os custos de transmissão, de chegar até cada município, pois, às vezes, as usinas estão instaladas a milhares de quilômetros das regiões de consumo.

Além disso, a agência orça os gastos para que a energia chegue aos bairros, através dos postes em frente às casas de cada cliente. São os chamados custos de distribuição.

Também integram as tarifas de energia os encargos setoriais. Os encargos funcionam como uma taxa que arrecada dinheiro para que o governo possa arcar com programas sociais e subsídios a diversos setores, como a população de baixa renda, agricultura, irrigação e fontes de geração limpas, como eólicas e solares.

Depois de levantar todos esses custos, o governo ainda inclui a cobrança de impostos como o ICMS, que vai para Estados e municípios, e o PIS/Cofins, para a União. Na média, a alíquota desses dois impostos chega a 26%, mas ela pode ser menor ou maior.

No caso da Light, distribuidora que atende consumidores do Rio, os impostos têm um peso de 32% na conta de luz. “Chama a atenção também a carga tributária, que historicamente pressiona o preço da energia de maneira muito significativa”, disse Rufino.

O diretor-geral destacou, no entanto, que embora a tarifa tenha oscilado muito nos últimos cinco anos, num horizonte maior, de dez anos, é possível perceber que ela teve comportamento muito próximo de dois dos principais indexadores que medem inflação, o IPCA e IGP-M. “Não há uma explosão tarifária. É claro que há uma oscilação.”

ImpostosPara o coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) da UFRJ, Nivalde de Castro, a carga tributária explica o alto custo das tarifas. “Com quase todo o País conectado, a melhor maneira de cobrar imposto é sobre a energia. É como o imposto do sal no passado”, afirmou.

Parte do aumento da conta de luz pode ser atribuída ao fracasso do programa de desconto lançado pela ex-presidente Dilma Rousseff. Em 2012, o governo reduziu em 20% os custos de geração e transmissão de energia, mas se comprometeu a pagar indenizações bilionárias às empresas. A promessa não foi cumprida e as indenizações ainda encarecem as contas.

Para a advogada Mariana Amin, que atua em casos do setor elétrico para entidades de consumidores (Anace) e da indústria (Abiquim), a medida foi um desastre. “As tarifas hoje são fruto de desmandos e de políticas eleitoreiras do passado”, afirmou.

fonte: Agência Estado
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quarta-feira, 15 de março de 2017

Valor pago indevidamente pela receita de Angra 3 será devolvido imediatamente ao consumidor Anúncio foi feito pela Aneel nesta terça-feira, 14. Devolução terá impacto médio de 1,2%
Emerson F. Tormann01:18


A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica vai determinar a devolução imediata ao consumidor dos valores pagos até agora pela inclusão indevida na tarifa em 2016 de R$ 1,8 bilhão referente à cobrança pela geração de Angra 3. A decisão anunciada pelo diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, levará a uma redução média na tarifa de 1,2% para cada mês pago pelo consumidor.

A devolução será oficializada na reunião pública semanal do dia 28 de março, quando a diretoria vai deliberar sobre a retirada da cobrança por todas as concessionárias de distribuição, sem aguardar o processo tarifário de cada uma delas. De imediato, as tarifas em vigor passarão a refletir a exclusão do encargo, e a previsão da agência é de que o valor que pago seja devolvido entre abril e maio, de acordo com o ciclo de faturamento de cada empresa, já corrigido pela Selic.

“Sabidamente, e infelizmente, houve um equívoco”, reconheceu Rufino, ao se referir à inclusão do custo da receita fixa de Angra 3 no Encargo de Energia de Reserva, sem que a usina tenha entrado em operação. O diretor destacou que a decisão da Aneel é uma forma de prestação de contas ao consumidor.

O R$ 1,8 bilhão que seria pago ao longo do ciclo tarifário 2016/2017 não foi cobrado integralmente. No caso da Light, por exemplo, que teve o reajuste em novembro do ano passado, o valor foi incluído em apenas três dos doze meses do período de vigência da tarifa.

“Todos sabem da complexidade de um processo tarifário. E, via de regra, a tarifa reflete uma previsão do que vai acontecer nos próximos 12 meses”, justificou Rufino, antes de destacar que o processo tarifário é robusto o suficiente para que, na ocorrência de equívocos, eles possam ser corrigidos automaticamente no processo tarifário subsequente.

Ele explicou que o valor foi incluído porque havia previsão da entrada em operação da usina no ano passado. As obras de Angra 3 estão paralisadas desde 2015. Para o diretor André Pepitone, o consumidor de energia não foi prejudicado porque o valor seria necessariamente devolvido à tarifa com a correção prevista.

Fonte: UDOP

domingo, 19 de fevereiro de 2017

JA Solar irá fornecer 300MW de módulos solares para projetos da Enel Green Power no Brasil
Emerson F. Tormann22:41


Fabricante de módulos solares baseados na China, JA Solar, garantiu uma ordem de compra para fornecer projetos de energia solar, desenvolvidos pela Enel Green Power localizada no Brasil.

De acordo om relatos da assessoria de imprensa, a fabricante chinesa vai fornecer 300 megawatts de módulos fotovoltaicos para instalação em projetos da Enel Green Power protegidos posteriormente por meio de leilões competitivos no Brasil.

Não ficou claro em qual projeto estes módulos seriam instalados. Talvez sejam parte do maior projeto de energia solar na América do Sul. A Enel Green Power Brasil Participações está trabalhando em um projeto de energia solar de 292 megawatt no Piauí.

A empresa anunciou recentemente que proporcionará rastreadores de eixo-simples para instalação na usina da Soltec. A Enel começou a construção do projeto de energia solar do Piauí no ano passado. O projeto deverá exigir um investimento total de US $ 300 milhões e gerar mais de 600 gigawatt-hora de eletricidade anualmente. A expectativa é de que o projeto esteja operacional no segundo semestre deste ano.

A Enel já opera um projeto de energia solar de 11 megawatts no Brasil e também está trabalhando em outro projeto de 254 megawatt. Juntos, esses três projetos terão uma capacidade instalada de mais de 550 megawatts. A Enel entrou em acordos de longo prazo para a venda de energia elétrica de todos estes projetos.

Fonte: GreenTech com tradução de Emerson Tormann

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Bandeiras tarifárias terão novos valores neste ano
Emerson F. Tormann09:06

Aneel desvincula adicional do PLD, reduzindo patamar 2 da bandeira vermelha

As bandeiras tarifárias que são aplicadas nas contas de luz terão novos valores neste ano. A bandeira amarela vai passar de R$ 1,50 para R$ 2 a cada 100 quilowatts/hora (kWh) consumidos. A bandeira vermelha patamar 1 fica inalterada, em R$ 3 para cada 100 kWh , e o valor da bandeira vermelha patamar 2 cairá de R$ 4,50 para R$ 3,50 a cada 100 kWh.

Os novos valores foram aprovados hoje (14) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A proposta recebeu contribuições por meio de audiência pública. As distribuidoras pleitearam a criação de novo patamar de bandeira amarela, mas o relator entendeu que a estrutura atual é a mais adequada.

“Além do aspecto econômico, o sistema de bandeiras tarifárias tem caráter educativo, e é uma forma transparente de comunicar aos consumidores que as condições de geração de energia elétrica no país estão menos favoráveis, no caso de bandeira amarela, ou mais custosas, de acordo com o patamar de bandeira vermelha que é acionado”, explicou José Jurhosa, diretor da Aneel e relator da proposta.

Os valores das bandeiras tarifárias são revisados a cada ano, de acordo com as variações de custo de energia. Desde dezembro do ano passado, a bandeira tarifária aplicada nas contas de luz é a verde, ou seja, sem cobrança extra para os consumidores.

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 como forma de recompor os gastos extras com a utilização de energia de usinas termelétricas, que é mais cara do que a de hidrelétricas. A cor da bandeira que é impressa na conta de luz (vermelha, amarela ou verde) indica o custo da energia, em função das condições de geração de eletricidade. Quando chove menos, por exemplo, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no país.

Risco hidrológico

A Aneel decidiu hoje abrir nova audiência pública para para discutir como o aumento do risco hidrológico deste ano será repassado para as tarifas dos consumidores. A expectativa da Aneel é que o custo desse risco, que reflete a falta de chuvas e a geração menor de energia pelas hidrelétricas, e não é coberto com a bandeira tarifária, possa chegar a R$ 5 bilhões neste ano, o que pode significar um impacto de 2,5% nas tarifas de energia.

De acordo com a Aneel, este não será um custo novo para os consumidores, apenas será aplicado nos reajustes das tarifas deste ano, em vez de entrar apenas no ano que vem, com correção pela taxa Selic.
Fonte: EBC

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

A importância dos incentivos para energia limpa e renovável no Brasil
Emerson F. Tormann22:55



A geração de energia com base em fontes renováveis pelos próprios consumidores tem sido aos poucos estimulada pelo governo. Em 2015, o governo federal lançou o Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de Energia Elétrica (ProGD). Com ele, espera-se que até 2030 o Brasil gere energia equivalente a metade da hidrelétrica de Itaipu (cerca de 48 milhões de megawatts-hora) por meio de equipamentos como painéis solares instalados em casas, empresas e prédios públicos.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) o número de conexões de micro e minigeração de energia teve um rápido crescimento, mais de 330% de 2015 para este ano. Em setembro de 2015, eram registradas 1.148 ligações, já em agosto deste ano o número subiu para 5.040, o que representa uma potência instalada de 47.934 kW.

O foco prioritário do MME é a energia solar fotovoltaica, mas outras fontes de energias renováveis, como eólica, também podem ser inseridas no Programa. O objetivo inicial do governo é que até a data limite, 2030, 2,7 milhões de unidades consumidoras poderão ter energia gerada por elas mesmas. Com isso, o Brasil pode evitar que sejam emitidos 29 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera.

Atualmente, um grupo de trabalho composto por representantes do MME, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel); da Empresa de Pesquisa Energética (EPE); do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel); e da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) avaliam o ProGD.

Dos 12 países da América do Sul, o Brasil apresenta o terceiro maior percentual de fontes renováveis na matriz energética, de 41% do total. Os dados são do boletim "Energia na América do Sul - ano base 2015", divulgado anualmente pela Secretária de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME). De acordo com o estudo, o primeiro lugar é ocupado pelo Paraguai (67%), seguido pelo Uruguai (54%).


O sol

De acordo com o Presidente Executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Lopes Sauaia, o grupo de trabalho deve apresentar ações para o avanço da microgeração distribuída solar. Mas alguns estímulos já tiveram um pontapé inicial.

Para a geração de energia, foi assinado o Convênio ICMS 16/2015 do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), permitindo aos Estados brasileiros de isentar de ICMS a energia elétrica injetada na rede e recompensada conforme a resolução normativa 482. Ainda falta a adesão dos sete estados: Santa Catarina, Paraná, Espirito Santo, Mato Grosso do Sul, Pará, Amazonas e Amapá. "Quando o Estado adere ao convênio contribui com o aumento da competitividade da fonte na região e, com isso, incentiva a população a investir na tecnologia, bem como as empresas a criarem empregos para atender a demanda", diz. O consumidor pode usar os créditos, seja pelo CPF ou CNPJ, para abater na fatura de outros imóveis cuja esteja sob sua titularidade, mesmo em outros locais, desde que estejam na área da mesma distribuidora. Essa ação é denominada de "autoconsumo remoto".


A força dos ventos

No caso da energia eólica, segundo a presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Elbia Gannoum, um caminho para o estimulo é a desoneração para compra de microgeradores e seus componentes. Outro ponto seria o estabelecimento de um valor anual de referência específico (VRES) para energia eólica. Ela ressalta que hoje já existem microgeradores eólicos instalados em universidades para estudos e alguns já instalados por conta da Resolução Aneel 482/12. "No caso de microgeração eólica, deve-se considerar inúmeras questões técnicas que podem inviabilizar o uso em cidades com grande adensamento populacional e pouco espaço livre para a instalação do aerogerador. Por este motivo, no caso de pequenos e micro consumidores, costuma-se apontar que a microgeração com energia solar deve crescer mais para casas de grandes cidades ou prédios". Mas nos casos em que é possível a instalação da microgeração eólica, a ABEEólica indica aplicativo desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)que permite simular o impacto da implantação de uma unidade de microgeração para pessoas físicas.

Para Elbia, o uso de energia eólica tem crescido consistentemente porque nos últimos anos desenvolveu-se no Brasil uma cadeia de energia eólica 80% nacionalizada e competitiva. "Isso levou a energia eólica a ser a segunda fonte mais competitiva do país", pontua.

Cejane Pupulin
Fonte: Canal Jornal da Bioenergia

Absolar e Governo de Goiás lançam programa de desenvolvimento de energia solar no Estado
Emerson F. Tormann16:17

O lançamento acontecerá no dia 16 de fevereiro, no Palácio das Esmeraldas


foto: Freeimages
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A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) e o Governo de Goiás lançarão, no dia 16 de fevereiro, o Programa Goiás Solar, com o objetivo de acelerar o desenvolvimento da fonte solar fotovoltaica no estado goiano.

O programa, viabilizado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima), é fruto de mais de um ano de trabalho em cooperação com a Absolar.

Com o lançamento do Programa Goiás Solar, que inclui inúmeras propostas e ações para acelerar a adoção da tecnologia fotovoltaica no estado goiano, a Absolar projeta um aumento significativo no número de sistemas solares fotovoltaicos a serem instalados na região a partir deste ano.

O evento de lançamento ocorrerá no Palácio das Esmeraldas e terá as presenças do governador de Goiás, Marconi Perillo, do secretário da pasta da Secima, Vilmar Rocha, e do presidente-executivo da Absolar, Dr. Rodrigo Sauaia. “O estado de Goiás tem sido uma liderança no incentivo ao desenvolvimento da energia solar fotovoltaica, tendo tomado uma série de medidas a favor desta fonte limpa, renovável e sustentável, como, por exemplo, a adesão ao Convênio ICMS 16/2015, que isenta de ICMS a energia da micro e minigeração distribuída, tornando-a mais competitiva. Goiás foi, na verdade, um dos três primeiros estados a aderir a esse convênio, liderando o Brasil no tema ”, comenta Sauaia.

O presidente da Absolar lembra ainda que o estado goiano estabeleceu, por meio da GoiásFomento, a linha “Crédito Produtivo Energia Solar”, o que viabilizou financiamento para microempresas, empresas de pequeno porte e empreendedores individuais, para aquisição de equipamentos de geração de energia solar fotovoltaica. “Também foi o primeiro estado a lançar e pôr em prática um programa para instalar sistemas solares fotovoltaicos na habitação popular, por meio da Agehab, um exemplo de engajamento do poder público para trazer mais economia e sustentabilidade à população de baixa renda”, acrescenta.

Para complementar os esforços individuais dos Estados do Centro-Oeste em prol do desenvolvimento da energia solar fotovoltaica na região, a Absolar trabalha junto com a Sudeco e os Governadores da região no desenvolvimento de uma linha de financiamento para o Centro-Oeste, similar à linha FNE SOL, em operação na região Nordeste do País. “Nossa expectativa é de que a Sudeco avance com esta nova linha ainda este ano, à medida que em os Governadores têm demonstrado grande interesse e apoio à proposta”, conclui Sauaia.

Fonte: Jornal da Instalação

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Profissionais capacitados para trabalhar no setor eólico ganham espaço no mercado
Emerson F. Tormann12:03

tecnico energia eolica emprego


A produção de energia e o desenvolvimento do setor eólico têm se desenvolvido bastante nos últimos anos. Prova disso é o aumento de construção de usinas e sua participação nos leilões federais. Para acompanhar a demanda, os profissionais - especializados ou não - têm sido demandados constantemente para atender a esse crescimento. Os empregos no setor eólico são contabilizados por megawatt (MW). Segundo informações da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), a cada novo MW instalado são gerados 15 empregos em toda a cadeia de produção. Em 2015 foram criados 41 mil empregos. "Neste ano, vamos fechar com números bem próximos", estima a presidente executiva da ABEEólica, Elbia Gannoum.

Élbia explica que o Brasil possui mão de obra qualificada para preencher as vagas disponíveis devido aos aperfeiçoamentos oferecidos em várias universidades e escolas técnicas. "Porém, com o crescimento da energia eólica, há uma demanda crescente fazendo com que profissionais de outras áreas, tais como, petróleo, gás e outras fontes de geração, migrem para o setor eólico." Ela destaca que as principais áreas demandadas são de engenharia elétrica, mecânica e civil, além de especialistas em meio ambiente e sustentabilidade e especialistas em climatologia.

Por outro lado, o gerente regional da empresa de recursos humanos Randstad Professionals, Diogo Forghieri, explica que, em alguns casos, ainda há falta de mão de obra qualificada, em especial para área de especificação e desenvolvimentos de projetos de parques eólicos. "O maior volume concentra-se em engenheiros, técnicos, projetistas e até advogados."

Mario Augusto Lima e Silva, diretor de energia da Serveng Energia, diz que, no passado, a empresa enfrentava dificuldades em contratar devido à falta de mão de obra. "Saíamos com carro de som anunciando os tipos de vagas que estávamos precisando. Além disso, oferecíamos treinamentos aos interessados."

Atualmente, para a construção de projeto desenvolvido pela empresa vencedor de leilão ainda em 2013, já foram contratados 400 profissionais, com expectativa de empregar 650 até o final das obras. Hoje o cenário é diferente, havendo a possibilidade de selecionar os candidatos e dispor de pessoas que já passaram por treinamentos e capacitações em obras anteriores. Os profissionais mais procurados são ajudante de pedreiro, pedreiro, carpinteiro, armador e motorista. "Ainda fazemos treinamentos e investimos em qualificação para atividades especificas, mas há muitos qualificados graças a obras anteriores", destaca Mario Augusto.


Empregos

Atualmente, a indústria eólica está com 10 GW instalados e a expectativa é de dobrar de tamanho até 2020. "Além disso, há novos leilões e estimamos contratações anuais de cerca de 2 GW por ano. Podemos considerar que, do ponto de vista tecnológico, jamais há uma acomodação. A tecnologia segue evoluindo, com demanda por profissionais especializados", comenta Élbia.

Segundo Diogo Forghieri, entre os segmentos industriais, as empresas de fabricação de componentes e equipamentos eólicos destacam-se no volume de contratação de mão de obra para todos os níveis, considerando toda a cadeira correlata, ou seja, envolvendo a produção, a montagem e a manutenção de parques eólicos. De acordo com Forghieri, o número referente à manutenção de empregos gira em torno de 45 mil/ano.

A expectativa para os próximos anos é otimista, com previsão de manutenção de demanda aquecida referente a profissionais técnicos em automação e manutenção de parques eólicos, além de profissionais com foco em projetos de equipamentos, desenvolvimento de tecnologia e cadeia produtiva. Forghieri destaca que, para ocupar essas vagas, os requisitos são variados, desde experiência em licitações e estruturação de contratos no setor eólico, para advogados, a técnicos em automação e controle com experiência em manutenção de aerogeradores.

Mario Augusto Lima e Silva reforça que existe a necessidade de crescimento de energias renováveis, que é um compromisso do Brasil para os próximos 30 anos. "Acredito que haverá crescimento do setor nesse período, o que vai depender da demanda por energia, que é proporcional ao Produto Interno Bruto (PIB). A energia eólica nos próximos anos deve atender um terço da necessidade." As faixas salariais dos principais profissionais procurados variam de R$1.500 a R$3.500 para os cargos básicos, e de R$12 a R$20 mil para engenheiros especializados.


Fonte: Canal Jornal da Bioenergia

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